Trabalhar na Paulista

Desde quando comecei minha vida profissional, sempre tive vontade de trabalhar na região da Avenida Paulista, bairro Cerqueira César. Não sei explicar exatamente porque, mas acho que é pelo glamour que a região possui, as pessoas bem vestidas, a correria, as grandes empresas, tudo de importante acontece na Paulista.

Eu sempre tive sorte de trabalhar próximo de casa, eu moro na Zona Norte quase Centro, então a Zona Oeste e Central são ótimas para mim e foi onde sempre trabalhei, nunca passei por aquelas situações de ficar duas horas no transporte público, amarrotada no metrô…

Voltando à Paulista, trabalhar lá tem coisas boas e ruins, como tudo na vida, mas me fez ficar um tanto decepcionada. Você só vive aquele glamour quando vê de longe, no dia a dia o buraco é mais embaixo. Começando com as coisas boas:

– Praticidade: você resolve sua vida na Paulista, mesmo com apenas 1h de almoço. Todos os bancos estão lá; inúmeras lojas; galerias com bugigangas chinesas, perfumes importados, cosméticos, pau de selfie, fantasia de carnaval, casas de câmbio, costureira, sapataria, tudo!

– Variedade gastronômica: tem restaurante para todos os gostos e bolsos. Se quiser comer comida indiana, marroquina, mexicana, vegetariana, vegana, hambúrguer, pizza, fast food, cachorro quente, ufa… Entre ruas Haddock Lobo, Augusta e Bela Cintra achei todos esses, ninguém sofre de tédio para comer naquela região. Talvez o preço seja um fator limitador das opções, mas o fato é que existe.

IMG_2265

– Presenciar momentos históricos: Praticamente todas as manifestações começam ou terminam ali. Para quem está saindo do trabalho talvez não veja isso como uma coisa boa, mas acho incrível saber que a Paulista é um espaço no qual os movimentos sociais podem se manifestar, um espaço coletivo que não pertence a ninguém específico, mas ao povo (quem mora lá acho que não vai concordar…).

– Arte na rua: Uma das coisas que mais gosto de fazer quando não tenho compromisso depois do trabalho é parar e ouvir os inúmeros artistas de rua que se apresentam na Paulista. De repente você pode ouvir um saxofone, uma bateria, uma flauta, o Michael Jackson, comprar quadros, bijuterias, roupas, lenços… Mais uma vez o povo assume a coletividade da rua e faz sua arte.

IMG_2255      IMG_2263

– Cinemas alternativos: eu sempre gostei muito de filmes alternativos, quando morei em Londrina sofria bastante porque lá só tinha um (Cine Com-Tour), que pertencia à Universidade, e os filmes chegavam beeemmm depois (ainda não contei que fiz faculdade fora de SP, um dia faço um post falando sobre isso). Na paulista tem três cinemas que eu sempre frequento: Caixa Belas Artes, Reserva Cultural e Cine Livraria Cultura. Ainda tem o Itaú Cinemas que não é somente alternativo e como lá é mais caro e não sou correntista, raramente vou (pobre!)

IMG_2248

– Fácil acesso: ônibus, metrô e, futuramente, ciclovia.

Vamos às coisas não tão boas:

– Comida muito cara: sei que o momento de seca que SP vive fez o preço dos alimentos subirem, o aluguel de um estabelecimento lá é alto, entre outros fatores, mas desde sempre o preço da comida é muito mais alto nessa região. Já comi em restaurantes que cobram 58,00 o kg! Eu como pouco, meus pratos não passam de 300g, mas e quem come mais?? Fica bem salgada a refeição.

– Pessoas não tão amigáveis: paulistano vive correndo, é estressado e tudo isso vira ao quadrado no horário de almoço na Paulista. As pessoas passam umas pelas outras e muitas vezes empurram e não se desculpam… No metrô também é assim todos os dias, uns empurram os outros para entrar, não respeitam idosos, crianças… Claro que não é apenas na Paulista que acontece isso, mas lá eu consegui ver aquela falta de amor do paulistano.

– Transito, muito transito: Quem vai para a Paulista pela Avenida Dr. Arnaldo sabe que vai perder ali pelo uns 10 a 15 minutos só para entrar na Paulista (meu caso). Na própria  Paulista tem dias que nada anda… Mais uma vez, não é um problema exclusivo da Paulista, mas irrita.

IMG_2237

No final das contas, acho que tem mais coisas boas que ruins. Eu adoro SP, adoro a Paulista, ela é a nossa cereja do bolo, um espaço vivo, latente, cheio de arte, música, culinária, gente rica, pobre, lojas incríveis, tem tudo para todos os gostos.

Você sempre vê sessões de fotos acontecendo: noivas, amantes de fotografia, editoriais de revistas, etc. A luz no final do dia, ali Praça do Ciclista,na entrada do túnel que dá acesso à Av. Paulista, é linda, por isso muita gente vai tirar fotos nesse horário, mas à noite é quando a Paulista fica mais encantadora. A iluminação da rua com os faróis dos carros fazem a Avenida ficar deslumbrante. Durante o final de semana é uma delicia passear por lá. São tantas atrações, comidas, calçadas largas para andar devagar e aproveitar a paisagem, as pessoas…

Para mim, a Paulista reflete em menor escala o meu sentimento pela cidade de SP, uma relação de amor e ódio. A possibilidade de ver algo inesperado, incrível, em um lugar com tantas coisas acontecendo, para mim é a melhor parte.

Bjs

Fabi

Serviço:

Caixa Belas Artes – Rua da Consolação, 2423

Reserva Cultural –  Avenida Paulista, 900

Cine Livraria Cultura – Rua Padre João Manuel, 100

Itaú Cinemas – Rua Augusta, 1660

Quiosque Nutella – Top Center Shopping – Av. Paulista, 854

Anúncios

Heineken Up On The Roof | Evento no Edifício Martinelli

heinekenuotrEm meados de janeiro, a Heineken retomou seu projeto Up On The Roof, com festas em locais emblemáticos da cidade. Ano passado a festa aconteceu no Edifício Planalto e o palco da vez é o Edifício Martinelli, também na região central da cidade.

As festas acontecem às sextas, sábados e domingos, das 16h00 às 00h00. Até 01/março. Rola muita música boa – com DJs e até bandas – muita gente bonita e descolada, sem falar da sensacional vista do alto de 28 andares.

Para conseguir entrar, você tem que acessar a fanpage da marca e clicar no app de listas (lado esquerdo da página). Você pode levar um acompanhante – para isso, tenha em mãos, nome completo e CPF dele.

Simples, né? Nem tanto… Como as festas são “di grátis”, são super disputadas. Apenas 126 pessoas (mais seus acompanhantes) conseguem incluir o nome na lista, que abre em dia e horário pré-definidos. E em menos de 2 minutos, os convites se esgotam. Sim, menos de dois minutos. Pior que Castelo Rá-Tim-Bum!

Entrando na fanpage você vai ver muita reclamação por parte de quem não conseguiu, dizendo que a lista é fake, papagaiada, marmelada… pois eu consegui!

Fomos eu e a Fabiii amiiiga na sexta 30/01. Música boa, comida gostosa do Barê e claro, Heins! O prédio é lindo e é legal a sensação de estar em um local que normalmente não abriga eventos assim. Adoro o inusitado!

explorasp.wordpress_heinekenuotr

A vista é um suspiro à parte. Apesar de ter chovido aquela noite, o céu estava claro e lá do alto localizamos o Sambódromo, o Pico do Jaraguá, a Paulista e tantos outros pontos da cidade.

explorasp.wordpress_heinekenuotr

Vale a pena tentar colocar seu nome na lista. A última lista abre nesta segunda (23/02) para festas nos dias 27 e 28/fevereiro e 01/março.

Acesse o link https://www.facebook.com/HeinekenUpOnTheRoof e tenta lá. Um não você já tem!

:: Que tal um pouquinho de história?!

O Edifício Martinelli data de 1929 e está entre as ruas São Bento, Líbero Badaró e a Avenida São João. São 30 andares ao total, contando com a Casa do Comendador Martinelli no alto. Esse foi o primeiro arranha-céu de São Paulo, por desejo do imigrante italiano Giuseppe Martinelli que queria deixar essa obra inédita como parte de seu legado. Curioso saber que o projeto polemizou na época, quando a cidade tinha prédios de no máximo 5 andares. Sua obra foi criticada, embargada, deu prejuízo mas enfim, foi entregue, cinco anos depois de seu início.

Se você quiser conhecer o espaço – porque não quer festa ou porque não conseguiu ir! – pode agendar uma visita monitorada. Só agendar através do site http://www.prediomartinelli.com.br/

Bjs Carol

Bairro da Luz | Andar a pé eu vou

Fiquei sem carro há algumas semanas e me vi forçada a usar o transporte público. E ainda tenho planos de viajar, o que me força a economizar as moedas. Mas daí chega o final de semana. E o que fazer?

Bom, montei meu “kit Sampa” (guarda-chuva, garrafa de água e protetor solar – absolutamente sem necessidade de casaquinho!), calcei o tênis, peguei meu bilhete único e fui pra rua.

Encontrei com a Fabi e descemos no Terminal Princesa Isabel, na Avenida Rio Branco – já na região central da cidade. Tenho que dizer que pouco resta da beleza que um dia existiu na região da Praça Princesa Isabel, na Avenida Duque de Caxias e nos antigos prédios que sobrevivem ali. Ela fica escondida sob lixo, pichações e a tristeza de pessoas que moram na rua. Impossível passar por ali e não pensar sobre a existência humana!

Seguimos turistando rumo à nossa primeira parada, que era a Estação da Luz. No caminho, no Largo General Osório, você pode apreciar outras construções históricas que rendem um passeio à parte:

  • Estação Júlio Prestes – linda construção que data de 1938, que ainda hoje é parada de trens (Linha 8-Diamante da CPTM) e que, agora, abriga a Secretaria de Cultura de São Paulo e a Sala São Paulo, casa de concertos da Osesp (Orquestra Sinfônica de São Paulo). Eu já trabalhei nesse prédio e adorava ficar explorando os largos corredores, olhando os detalhes das paredes, do piso, do teto. Lindo por dentro e por fora!
  • Estação Pinacoteca – anexo à Estação Júlio Prestes, funcionou com armazéns e escritórios da Estrada de Ferro Sorocabana, e entre os anos 1940 e 1983, como o Deops/SP, Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo, espaço que hoje guarda registros da época da Ditadura Militar no chamado Memorial da Resistência. Super vale a visita. Quem tem curiosidade sobre esse capítulo obscuro da nossa história, vai encontrar conteúdo interativo e até entrar em carceragens preservadas da época.

Era sábado, final de manhã, e a Estação da Luz bombava! Ali funciona a estação ferroviária e acontece a integração com o metrô. É um prédio lindo. Por fora, sua torre faz lembrar o Big Ben, o sino do Palácio de Westminter em Londres. Por dentro, suas paredes de tijolos aparentes e os arcos de ferro tornam o lugar acolhedor. Encanta tanto os olhos, que até casamentos acontecem ali!

explorasp.wordpress_estacaodaluz1

Fachada da Estação da Luz

 

Interior da Estação da Luz

Interior da Estação da Luz

Daí você sai da Estação da Luz e já avista o Jardim da Luz. Cabe dizer que foi um dia de muita luz mesmo, com muito calor na cidade. Sol de castigar a moleira, termômetro marcando 37° em Sampa.

A Fabi passou parte da infância nessa região, que compreende os bairros da Luz e do Bom Retiro.

Oh que saudades que tenho / da aurora da minha vida / da minha infância querida / que os anos não trazem mais… O sentimentalismo do poeta Casimiro de Abreu passou por nós!

E eu que nunca tinha visitado o Jardim da Luz, adorei! De acordo com o site da Prefeitura, a ideia era que ali fosse um Horto Botânico mas acabou sendo o primeiro parque público da cidade, que inclusive, abrigou o primeiro zoológico de São Paulo – deixando, como herança, os bichos-preguiça que habitam as árvores. Não vimos nenhum #chateada.

O espaço conta com muitas espécies de árvores, algumas em extinção, e de aves. Há alguns lagos e riachos que cortam o parque, mas por conta da estiagem da cidade, alguns estavam secos. Tem um jardim em homenagem à Diana, deusa romana da lua e da caça, com um tanque de peixes que você pode observar ao entrar numa espécie de gruta. Você fica pensando quem está olhando quem! E muitas outras atrações, como academia ao ar livre (com halteres de cimento que nos fez pensar nos Flinstones malhando!) e uma bela exposição de esculturas ao ar livre.

explorasp.wordpress_jardimluz1

explorasp.wordpress_jardimluz2 Jardim da Luz

Próximo ao Jardim da Luz, você ainda encontra alguns museus, como a Pinacoteca do Estado, o Museu de Arte Sacra e o Museu da Língua Portuguesa, que acabamos visitando nesse dia. Aos sábados, a entrada é gratuita (ponto pra quem tá duro!).

Este é um museu que sempre visitamos. É incrível! Resumindo, ali você conhece a história da língua portuguesa e a forma como o Brasil a transforma, em instalações modernas, tecnológicas e interativas. E sempre acontece uma exposição temporária. A atual se chama “Esta sala é uma piada” e traz alguns trabalhos do 41º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, com charges e mini-contos de humor. Criativo e divertido!

explorasp.wordpress_MLP2

Exposição temporária do Museu da Língua Portuguesa

explorasp.wordpress_MLP1

Charge em exposição_Luiz Fernando Cazo_se identifica?!

Uma observação que não poderia deixar de fazer: a acessibilidade do Museu da Língua Portuguesa. Vimos pessoas em cadeira de rodas e um deficiente visual acompanhado de seu fofucho cão-guia, que teve a assessoria de uma monitora do museu e pôde contar com a tradução da exposição temporária para o braile. Muito legal saber que o espaço é para todos!

O objetivo do dia foi lindamente cumprido: explorar São Paulo gastando pouco. 😉

Bjs Carol

Informações:

Exposição Ron Mueck na Pinacoteca | Últimos dias

Quem ainda não foi à espantosa exposição do Ron Mueck na Pinacoteca, vá! Na sua última semana, a exposição termina dia 22/fevereiro.

Desde novembro eu vinha enrolando para ir. Pensar naquela fila interminável pela Avenida Tiradentes, debaixo do sol desse verão que nos castiga, não é lá muito animador. Na tv falava-se de 6 horas para entrar!

Mas como trabalho em uma empresa que valoriza a oxigenação criativa (um salve à Reserva de Ideias!), fui em uma quinta-feira pela manhã. Não esperava uma fila tão grande como estava mas andou muito rápido e, em cerca de 40 minutos, meus pés tocaram o interior da Pinacoteca.

A exposição conta com nove esculturas do artista australiano de 57 anos. São obras que retratam cenas que parecem cotidianas e até banais. Mas quando você para em frente a elas, tantas perguntas e tantos pensamentos passam pela sua cabeça, que cada uma delas toma uma proporção absurda de realismo e de significado. Você quer saber quem são esses personagens e o que estava acontecendo naquele exato momento. Você quer tocar neles para ter certeza de que não são de verdade – mas por favor, não toque e nem sequer estique o braço através da faixa amarela pois você vai ouvir bronca! Enfim, você se conforma com a aura de ficção que ali existe apenas por conta da dimensão das obras – grandes demais ou pequenas demais, mas nunca no tamanho real.

explorasp.wordpress_ronmueck2

Detalhe da obra Casal debaixo do guarda-sol

 

Detalhe da obra Natureza morta

Detalhe da obra Natureza morta

Quando for à exposição, pegue o folder da Pinacoteca. É um material sucinto mas traz algumas observações interessantes e faz questionamentos que te ajudarão a entender o que você sente ao ver as obras.

Só digo uma coisa: vá!

Informações:

Pinacoteca do Estado de São Paulo

  • Praça da Luz, 2 – Estação Luz do Metrô
  • Horário especial na Semana de Carnaval (últimos dias)
    • Dias 16 e 17/02 das 10h às 18h
    • Dia 18/02 das 18h às 20h
    • Dia 19/02 das 10h às 22h
    • Dias 20, 21 e 22/02 das 10h às 22h
  • Ingressos: inteira R$ 6,00 / meia R$ 3,00; entrada gratuita aos sábados e às quintas após as 17h
  • http://www.pinacoteca.org.br

Bjs Carol

Mochilão no Peru | Por onde andamos

Em março do ano passado, Fabi e eu fizemos uma viagem simplesmemte sensacional pelos mistérios do Peru.

E pensar que antes dessa, em 2013, fomos para NY e Miami – sets de cinema, grifes, arranha-céus, correria, compras, filas, junk food. Pois é, do templo do consumo para o templo do sol!

O objetivo, claro, era conhecer Macchu Picchu. Mas daí, você começa a pesquisar, descobre lugares incríveis, pensa “ah, a gente já vai estar lá mesmo…” e decide rechear a viagem.

Resumindo: foram 18 dias e 17 noites, cerca de 3.000 km rodados por terra, passando por 13 cidades e inúmeros pequenos pueblos.

Contamos, aqui, um pouquinho da nossa experiência:

Comida

  • Mais de 5.000 variedades de batata, cerca de 50 variedades de milho (tem gigante, tem preto), 3.000 tipos de quinua, carnes exóticas como de lhama, alpaca, cui-cui (conhecido por nós como o fofo porquinho da índia; não tivemos coragem de provar… são fofos demais para isso), muito peixe e frutos do mar nas cidades litorâneas e muito frango em qualquer lugar!
  • Provamos arroz chaufa, chicha morada, ceviche, pisco sour, tres leches, spaguetti al alfredo, papa rellena, quinua primavera, trucha, chancho, té de coca, ají, choclo…
  • Mas você também encontra McDonalds, Dunkin Donuts, KFC, Starbucks… Apesar de tanta oferta de comida saudável, eles tomam muito refrigerante e comem muita fritura, o que causa doenças gástricas em boa parte da população das grandes cidades.
explorasp.wordpress_peru2

Delicioso ceviche; feira em Lima; comidas estranhas em restaurante de rua; lomo com chicha morada

 Transporte

  • Você atravessa o país, tranquilamente, com os ônibus rodoviários. As empresas voltadas a turistas atendem muito bem e não tivemos problema algum, mesmo comprando antecipadamente pela internet.
  • E ainda explora as cidades em seus meios de transporte locais: em Lima, ônibus velhos, confusos, cheios, sujos, com motoristas enlouquecidos (mas para o turista que gosta de imergir na cultura local, um prato cheio de diversão!); táxi compartilhado (estranho, devo dizer); tuc tuc (um curioso modelo de triciclo motorizado); e até um tipo de bike-táxi. Além de aventuras por barco na Reserva de Paracas, avião em Nasca, barquinho de totora no Lago Titicaca, trem até Aguas Calientes, buggie nas dunas de Huacachina, cavalo em Arequipa e muito pé-após-pé.
explorasp.wordpress_peru1

Barco de totora no Titicaca; trem Ollantaytambo-Aguas Calientes; voo sobre as linhas de Nasca; tuc tuc em Pisco; jipe nas dunas de Huacachina

 Idioma

  • O nosso portunhol dá pro gasto mas além do espanhol e dos diversos idiomas dos turistas de todo o mundo, você ouve outras línguas nativas, como quéchua e aimará. Pronunciar corretamente alguns nomes é difícil a princípio, mas é uma questão de respeito com a cultura local – e eles ficam muito satisfeitos quando você consegue!
  • Vá treinando: Ollantaytambo, Pachacamac, Raqchi, Andahuaylillas, Wayallabamba, Winay Wayna, Sacsayhuaman, Tambomachay…

Los peruanos o peruvianos

  • Só elogios: atenciosos, educados, gentis, prestativos, honestos (não ficam devendo dois centavos, não te dão bala como troco e até nos devolveram 25 pesos que pagamos a mais na lavanderia – nos procurando desesperadamente no hotel para isso); todos os guias foram ótimos e a qualidade do atendimento, em geral, foi muito boa.
explorasp.wordpress_peru3

Artesã em Nasca; minha apacheta (pago a Pachamama); Menito, em Chivay; múmia em Pukara; arte da Isla de Uros; linhas de Nasca; muros inca e espanhol em Cusco

 História

  • É muito rica a história do Peru, que remonta aos impérios inca e pré-inca. A cada cidade que visitávamos, conhecíamos o nome de uma civilização, diferentes formas de arquitetura, artesanato, vestimenta e alimentação. Apesar da influência européia, o orgulho que persiste no povo peruano é marcante.
  • Esse orgulho faz com que mantenham tradições e costumes. Um super exemplo foi visitar Puno, cidade onde está localizado o Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo (3.812 metros acima do nível do mar). Lá, visitamos duas das 41 ilhas do lago: a Isla de Uros, que é flutuante, e a Isla Taquile, de verdade. O que aprendemos? Que dá para se viver com menos do que imaginamos. E sem polícia, sob apenas três regras: não roubar, não mentir e não ser ocioso.
  • E não tem como não falar dos sítios arqueológicos. Não só Macchu Picchu, mas Ollantaytambo, Wiraqocha, Pachacamac, entre vários outros. Basta andar pelas ruas das cidades que a história está ali.
explorasp.wordpress_peru5

Ilhas flutuantes de Uros (Titicaca); cordilheira dos Andes; sítio arqueológico Pachacamac; Macchu Picchu; Ollantaytambo

Belezas naturais

  • Tivemos uma aula prática de geografia: A falésia de Lima, a faixa desértica que corta o país de norte a sul, as formações rochosas no mar da Reserva de Paracas, as dunas e o oásis de Huacachina, o Lago Titicaca (que curiosamente, tem água levemente salgada), o altiplano andino com a Reserva Natural de Salinas e Aguada Blanca (que preserva vulcões e várias espécies animais), os cânions do Vale del Colca, a densa floresta tropical de Águas Calientes, o rio sagrado Urubamba (cujas águas seguem para o rio Amazonas) e as lindas montanhas de Machu Picchu e Huayna Picchu (que tivemos o prazer de subir).
  • E uma aula de biologia: leões-marinhos, pelicanos peruanos, pinguins, lhamas, vicuñas, guanacos, alpacas, cães – inclusive o legítimo cão pelado peruano – muitos gatos, condores (um show nos céus!) e viscachas (um roedor muuuito fofo que está em extinção). Só não vimos o puma… #chateada.
explorasp.wordpress_peru4

Reserva de Paracas; dunas de Huacachina; Reserva Nacional de Salinas e o Mirante dos vulcões; condor planando sobre o Cañon del Colca

Enfim, a experiência foi intensa e os desafios foram muitos. Distância de casa, idioma que não dominamos, variação climática (de 35° no deserto de Nazca a 8° no vale de Cusco), gastronomia de tempero forte, muita andança e bolhas nos pés, mochila pesada e dor nas costas, a superação do medo de altura que me dominou ao descer o Huayna Picchu, sem falar no soroche (ou mal de altitude) que nos pegou por alguns dias – nem folha, nem chá, nem bala de coca resolveram; partimos para as soroche pills mesmo!

explorasp.wordpress_peru6

Por isso, se passou pela sua cabeça a ideia de explorar o Peru, vá!

O duelo da coxinha: FrangÓ x Veloso

Quem gosta de coxinha, clássico paulista, deve conhecer a rivalidade entre as receitas do FrangÓ e do Veloso. É uma disputa que realmente divide opiniões!

Sem Título-1Vamos conhecer os oponentes:

FrangÓ Bar

  • É o barzinho mais famoso da Freguesia do Ó (bairro onde moro desde que nasci), localizado no Largo da Matriz da Igreja Nossa Senhora do Ó; lá tem mesinhas na calçada, num salão térreo e no subsolo, que surpreende pelo tamanho. Ah, e sempre tem fila para conseguir um lugarzinho – e os melhores são na calçada.
  • Foi fundado em 6 de agosto de 1987 como FrangÓ Rotisserie; as pessoas faziam fila, não pela coxinha, mas pelo frango grelhado, tortas, pratos prontos e bolos de festa. Lembro muito de ficar nessa fila para comprar o frango de domingo!
Frangó_bar

FrangÓ Bar (foto do site)

Veloso Bar

  • Esse eu conheci agora, apesar da grande fama. Fabi me convenceu, afinal, a provar a coxinha do Veloso – com o chopp Brahma, que como ela diz, é melhor que o chopp do próprio Bar Brahma!
  • O bar fica localizado na Vila Mariana, num trecho bem residencial. Há a parte boteco, digamos assim, numa esquina; são poucas as mesas com cadeiras porque o negócio lá é ficar em pé mesmo. E uma ala nova, chamada Armazém Veloso, com várias mesas para quem quiser mais conforto. A fama de lá também é a fila para conseguir um cantinho – em ambos os espaços.
Veloso_bar

Veloso Bar (foto do site)

Agora, vamos às características das coxinhas:

  •  FrangÓ Bar: a coxinha é menor, comparada à do Veloso, tem uma casquinha mais grossa e muito crocante, a massa tem um sabor único (parece ser batata mas eles dizem que não é) e o recheio é bem temperadinho. E tem o cheiro, que entra nas suas narinas e te domina.
Frangó_coxinha

Coxinha do FrangÓ (foto do site)

  • Veloso Bar: tem ótimo tamanho, tem casquinha fininha e crocante, a massa é gostosa e o recheio é muito cremoso, de derreter na boca. Achei que brilhava um pouco demais quando chegou – de óleo, não de strass, claro.
Veloso_coxinha

Coxinha do Veloso (foto do site)

Resumindo, as duas são ma-ra-vi-lho-sas. Mas após a primeira mordida na coxinha do Veloso, cheguei ao veredicto: ainda de boca cheia, falei pra Fabi que prefiro a coxinha do FrangÓ! Fabi está na quota dos indecisos; não escolhe só uma.

Você pode achar que a minha opinião não é imparcial visto meu comentário saudoso-afetivo, mas adoro, sobretudo, o cheiro da coxinha do FrangÓ, e a casquinha e a massa e toda ela! rs

Bom, essa é minha singela opinião. Sei que há tantas outras coxinhas gostosas por aí e quando descobrir outras tão boas quanto essas, atualizo aqui!

Vai lá, gente! Explora os sabores! Se joga nas gulodices!

Bjs Carol

Informações

Carnaval de rua de São Paulo | O Carnaval antes do Carnaval

A temporada de bloquinhos de Carnaval já está aberta, em São Paulo! Neste final de semana, muita gente tirou a fantasia do armário e foi pra rua.

A gente foi pro Bloco Casa Comigo, na Vila Beatriz.

Muita criatividade nas fantasias, muita diversão ao som de músicas românticas em ritmo de samba. E muita, muita, muuuuita gente!  Ah, e claro, choveu!

explorasp.wordpress_casacomigo1 explorasp.wordpress_casacomigo2

Quer a programação completa do Carnaval de rua? Acessa o site da Prefs http://carnavalderua.prefeitura.sp.gov.br/