Inspire-se: Adotar é tudo de bom!

Eu sempre fui doida para ter um cachorrinho, mas os lugares em que eu morei quando era pequena não me permitiam ter um.

Quando eu tinha oito anos nos mudamos para uma casa grande na Parada Inglesa, na Zona Norte, e a cachorrinha do dono da casa que alugamos tinha acabado de ter filhotinhos. Enchi tanto o saco da minha mãe que ela aceitou pegarmos uma, foi aí que surgiu a Bolita na minha vida. Ela era uma vira-lata brava, mas muito carinhosa, adorava de paixão minha mãe. Onde minha mãe ia, a Bolita ia atrás.

Desde então eu sempre tive bichinhos em casa; teve uma época que tínhamos quatro cachorros de porte médio e grande. Era um trabalhão, mas eu sempre amei. Sou daquelas que choram vendo filmes de cachorros, sabe? Para ter noção, um dos meus filmes preferidos é “Bingo, esperto para cachorro” – sempre choro naquela cena em que ele está no caminho para encontrar o dono, para em frente àqueles fornos de frango de padaria e fica olhando a carne, com fome (caiu um cisco no meu olho agora… rs…). Minha amiga Naty sempre fala que se passar um cara lindo com um cachorro, eu vou olhar primeiro para o cachorro… rsrsrs

Da esquerda para a direita: Bolita, Hannah (mãe do Tobby) e Marcelinho.

Da esquerda para a direita: Bolita, Hannah (mãe do Tobby) e Marcelinho.

Quase todos os meus bichinhos foram adotados, seja de uma ONG, seja de alguém que estava dando; exceto o Tobby, um husky que era filhote da cachorra que meu irmão deu para a namorada dele, e o Joshua, um poodle toy que era da minha sobrinha e ela não pôde ficar mais com ele por falta de espaço. Eu nunca comprei nenhum animal de estimação e não recrimino quem compra, mas existem tantos animais lindos que necessitam de uma família, que vale a pena pensar em adoção.

Eu já adotei um cachorro do Centro de Zoonoses de SP e em uma ONG que fazia feiras de adoção no mercado que fica em frente à minha casa, e foi de lá que veio a minha gatinha, a Minnie. A Carol também adotou a Meg. Uma casa com um gato ou um cachorro tem mais vida, é completa.

Minie!

Minnie

Joshua

Joshua

Tobby

Tobby – virou anjinho em 2013, com 15 anos.

Meg

Meg

Existem centenas de ONGs que fazem um trabalho que eu considero divino, pois essas pessoas abdicam do seu tempo para cuidar desses anjinhos e ajudar a encontrar uma família para cada um, isso para mim é incrível.

As ONGS que eu acompanho mais de perto são a UIPA – União Internacional Protetora dos Animais e a Adote um Gatinho.

A UIPA criada em 1985, é a ONG mais antiga do Brasil. Cuida de mais de 900 bichinhos entre cães e gatos e luta contra os maus-tratos a qualquer animal.

A Adote um Gatinho eu conheci por uma amiga gateira, a Andreia, e me apaixonei. Em 2003 as duas fundadoras. Susan Yamamoto e Juliana Bussab. se voluntariaram para ajudar alguns gatos de um parque, em São Paulo, e se conheceram. Em 2006 surgiu a ONG com a ajuda de mais alguns voluntários.

Para todas as ONGs conseguirem recursos para cuidar de tantos animais não é fácil, eles têm que se virar para fechar as contas no final do mês e muitas vezes elas não fecham. A Adote faz uma feira anual no Clube Homs na Paulista para vender produtos e divulgar a causa.

Você pode ajudar as ONGs e os anjinhos de várias formas, claro que adotar é a mais linda de todas, mas se não puder, é possível fazer doações de ração, medicamentos, dinheiro, pode apadrinhar um bichinho ou ser um voluntário. Qualquer ajuda é válida e faz toda a diferença.

Outro grande problema é o abandono de animais. Quando fomos fazer a trilha no Parque do Jaraguá, passamos pelas aldeias indígenas Tekoá Pyaú (sim, tem índios lá) e vimos de perto o tanto de animais abandonados na região. O SPTV já fez uma matéria falando sobre as ninhadas de cachorros que as pessoas jogam lá, o que se tornou um enorme problema social e de saúde para os moradores. Para ter uma noção, segundo estimativas dos indígenas no local, as duas aldeias têm cerca de oitocentas pessoas. Os cachorros são quase quatrocentos.

Muitos dizem não ter condições de cuidar, principalmente quando eles ficam doentes, e concordo que realmente os tratamentos veterinários são caros, mas não se deve abandonar quando eles mais precisam.

Para ajudar os donos e reduzir o abandono, surgiu em Sampa o primeiro Hospital Veterinário Público do Brasil para pessoas de baixa renda e que participam de programas sociais tais como: Bolsa Família, Renda Mínima, Renda Cidadã ou outro programa equivalente. São duas unidades, uma no Tatuapé, Zona Leste, e uma em Santana, Zona Norte.

Os hospitais realizam consultas, exames e cirurgias, mas possuem um número limitado de procedimentos por dia. Como todo serviço público no Brasil, não é fácil conseguir, mas vale a pena para ver nossos amiguinhos bem. Várias faculdades também prestam atendimento veterinário com valores mais acessíveis como a Unip, a Uniban, a USP… é só procurar.

Como eu disse, não sou contra quem prefere comprar um bichinho, apesar de achar que uma vida não deve ser mercadoria, mas acredito que adotar é um ato de amor e solidariedade.

:*

Fabi.

Hospital Veterinário Público de São Paulo

Unidade Zona Norte
Avenida General Ataliba Leonel, 3194 – Parada Inglesa – São Paulo/SP
Telefone 11 2924-9815

Unidades Zona Leste
Rua Serra de Japi, 168 – Tatuapé – São Paulo/SP
Telefone 11 29364745

UIPA
Av. Presidente Castelo Branco (Marginal Tietê), 3200 Canindé – (11) 3228-1462
Email: uipasp@uol.com.br / www.uipa.org.br

Adote um Gatinho – www.adoteumgatinho.org.br

Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ)
Rua Santa Eulália, 86 – Santana – (11) 3397-8900
www.prefeitura.sp.gov.br/zoonoses

Vira Lata é 10! – viralataedez.com.br

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