Quem não gosta de samba, bom paulistano não é

A pessoa que disse que o samba morre em São Paulo, certamente não conhece a nossa cidade. Existem diversas manifestações de samba pela cidade, desde a periferia a bairros chiques da zona oeste, pois o paulistano gosta sim de samba.

Não sou especialista na história do samba, mas pesquisando sobre sua origem em São Paulo tive a surpresa de saber que Pirapora do Bom Jesus (50 km de SP) é considerada a cidade na qual surgiram as primeiras manifestações. Em razão da Festa do Bom Jesus, a cidade recebia centenas de romeiros no mês de agosto. As famílias de fazendeiros que frequentavam a festa levavam seus escravos e estes faziam seus batuques nas senzalas. Mesmo após a abolição da escravatura, os negros provenientes dos municípios de Campinas, Tietê, Capivari, Piracicaba, Sorocaba, Tatuí, entre outras, faziam de Pirapora o ponto de encontro no qual podiam expressar suas tradições.

A fusão de todos os sambas que eram praticados em Pirapora ficou conhecido como “Samba de Bumbo” ou “Samba de Pirapora”, que Mario de Andrade chamava de “Samba Rural Paulista” em seus estudos sobre o novo ritmo. Pirapora tornou-se o reduto do samba paulista.

Não vou me estender muito aqui, mas para quem quiser saber mais, o site da prefeitura de Pirapora tem bastante informação legal.

Eu nem sei dizer desde quando gosto de samba, tive muita influência do meu irmão Edmar que gosta bastante e sempre frequentou as rodas de sambas pela cidade.

Como o nosso intuito no blog é falar de lugares que conhecemos e nossas experiências, não vou fazer uma relação dos sambas que têm em Sampa, mas falar de alguns pelos quais sou apaixonada e alguns bares para quem prefere lugares fechados.

Samba do Bixiga

Imagina uma galera na rua, ouvindo um samba de primeira em pleno coração do Bixiga… Esse é o lugar onde passo quase todas as minhas sextas-feiras.

Quem me apresentou este samba foi a minha amiga Ana Laura, em 2014, e me encantei. A roda de samba é feita pelos feras do grupo Madeira de Lei, que foi fundado em 1975, por integrantes da escola de samba Vai-Vai.

Começa por voltas das 20h, mas enche mesmo às 22h, toda sexta-feira. O grupo está situado há quatro anos na Rua Treze de Maio, em frente à Paróquia Nossa Senhora Achiropita. Quer lugar mais tradicional para o samba que o Bixiga??

Tudo junto e misturado na Treze de Maio

Tudo junto e misturado na Treze de Maio

A batucada rola até a meia-noite, até por ser uma área residencial, mesmo se chover. O que mais gosto deste samba é o fato de ser democrático, ser na rua, onde qualquer pessoa pode parar e curtir a música. O Grupo só pede que a galera consuma no Bar do Gilson, que é o patrocinador da roda de samba.

Ouve um pouquinho e aparece lá na próxima sexta-feira!

– Bar do Gilson – Rua Treze de Maio, 507 – Bixiga.

Samba do Bule

Fundado pelo músico Cesinha Pivetta em 2007, o samba do Bule acontece toda última sexta-feira de cada mês, na sede do Teatro Popular União e Olho Vivo, no bairro do Bom Retiro. A reunião de vários amigos do teatro e amantes de música deu origem a uma roda de samba de primeira.

Mas por que o bule? De acordo com o fundador, o samba não podia parar toda hora para que os músicos pegassem as bebidas, então, um ser iluminado trouxe um bule que anteriormente fora colocado na geladeira, com cerveja para abastecer os músicos. Logo, o bule se tornou um símbolo: “um bom samba é acompanhado pelos seus bebericos. Com o tempo, o Bule prateado ganhou sentido ao carregar a bebida que traz à pessoa que dele bebe uma sensação diferente, influenciando o seu estado de espírito”.

A entrada é gratuita, mas cada um pode contribuir com o valor que quiser; o valor sugerido é R$ 5,00.

Contribuição direto no bule

Contribuição direto no bule

O lugar é um grande quintal com árvores, e a música acontece em um galpão que não é muito grande, mas ninguém liga, o samba toca sem parar e a galera é muito animada.

Olha o bule ali no meio da roda!

Olha o bule ali no meio da roda!

O bar tem cerveja, catuaba, pinga e algumas comidinhas. Fica até um carrinho de milho cozido para os lariquentos (me coloco nesse grupo).

A salvação!

A salvação!

Apesar de ser perto da minha casa, eu nunca tinha ido neste samba e agora espero ansiosamente pela última sexta-feira do mês. Os músicos são ótimos, tem gente bonita e os preços das bebidas e comidas são justos.

– Rua Newton Prado, 766 – Bom Retiro.

 

Paulista com Farofa

Esta roda de samba é a mais inusitada de todas. No meio da pomposa Avenida Paulista, cinco amigos tocam samba e fazem churrasco com farofa. É muito bom ver os engravatados parando para curtir o samba e os motoristas que abrem as portas do ônibus para interagir com a galera. A entrada é gratuita e os espetinhos custam R$ 15,00.

– Avenida Paulista, 1374 – Bela Vista

Ainda tem o Samba da Vela, Samba da Laje, entre muitos outros. Só dar uma “googada” que você acha um rolando em Sampa.

Para quem prefere um barzinho, seguem alguns em que eu fui e outros que só ouvi falar.

Pau Brasil

Tem o bar e o restaurante, ambos na Vila Madalena. Lugar pequeno, mas com ótima música.

– Bar – Rua Inácio Pereira da Rocha, 54.
– Restaurante – Rua Horácio Lane, 207

Ó do Borogodó

– Rua Horácio Lane, 21 – Vila Madalena.

Bar Samba

– Rua Fidalga, 308 – Vila Madalena

Vila do Samba

Sobre o Vila eu falei mais no post sobre o bairro da Casa Verde, mas vale reforçar. O bar é um charme, parece uma vila operária antiga e o samba é ótimo.

– Rua João Rudge, 340 – Casa Verde

Ano passado fui ao show que a Nivea faz para homenagear a música brasileira e o tema foi “Viva o Samba”, nem preciso dizer o quanto gostei, né?

O samba pra mim é poesia, história, representação da nossa sociedade e de lutas. Quanto mais eu aprendo sobre as músicas e compositores como Cartola, Adoniran, Geraldo Filme mais me apaixono.

Se joga no samba você também, meuuu!!

Bjs.

www.samba.catracalivre.com.br

http://www.sambadobule.com.br/

https://pt-br.facebook.com/grupo.madeiradelei

http://www.piraporadobomjesus.sp.gov.br/historia/o-samba-paulista-nasceu-em-pirapora 

 

Bairros de Sampa | Minha Casa Verde

Casa Verde? Hã? Mas é perto de onde? De Santana?  Ah, tá…

É mais ou menos assim que começa uma conversa quando eu falo onde moro. Na verdade, hoje em dia a Casa Verde tornou-se mais conhecida por conta da Arena Anhembi (não me acostumei ainda com esse nome, mas é o Sambódromo), a Vila do Samba, as escolas de Samba, etc.

Eu me mudei para cá quando tinha onze anos e não fiquei muito feliz. Eu morava no Bom Retiro e adorava lá, era perto de tudo, tinha os meus amigos da rua e aqui não tinha nada disso. Mas com o tempo fui fazendo amigos na nova escola e a minha visão foi mudando.

Mas por que o bairro chama Casa Verde? De acordo com o site da Prefeitura de SP, a região era um grande sítio que pertenceu ao “rei” Amador Bueno, em 1641. Depois passou a ser propriedade do militar José Arouche de Toledo Rendon, descendente de Amador Bueno. Foi nessa época que a região ficou conhecida popularmente como “sítio das moças da casa verde” e sítio da casa verde. As moças eram as filhas de Rendon e a casa onde viviam era pintada da cor verde.

Em 1842 João Maxweel Rudge tornou-se proprietário da área da margem direita do Tietê; seus herdeiros em 1913 lotearam a região onde pretendiam criar o bairro como “Vila Tietê”, mas o nome não resiste à força popular das histórias do sítio das moças da Casa Verde e em 21 de maio de 1913 surge o bairro da Casa Verde. Sim, neste mês o meu querido bairro esta fazendo 102 anos!

A Casa Verde fica na Zona Norte e é dividida em três áreas: Casa Verde Alta, Média e Baixa, eu moro na Baixa, perto da Avenida Braz Leme. É um bairro pacato, sem muitas badalações, bem residencial. As pessoas que vivem aqui estão há muito tempo e não pensam em mudar (pelo menos os meus visinhos). Ultimamente está ficando mais agitado por conta de alguns novos empreendimentos, baladas, shows no Anhembi, mas ainda mantém aquele clima residencial.

E o que tem de bom nessa Casa Verde? Um monte de coisas, meeeuuu!

– Bar do Plínio:

Para quem gosta de peixe esse é o lugar. A especialidade do bar são as porções de pescados do pantanal e frutos do mar, além de sempre ter cerveja bem gelada e um bom atendimento. O ambiente é super gostoso, com cadeiras na rua e um grande aquário na parte interna do bar. Quem abastece a casa com os peixes trazidos diretamente do Pantanal é o próprio Plínio.

Rua Bernardino Fanganiello, 458 – (11) 3857-0999 – http://bardoplinio.com.br/

Bar do Plínio - Divulgação

Bar do Plínio – Divulgação

– Mr. Cheney

Melhor cookie ever! Hoje em dia você encontra um quiosque ou lojinha Mr. Cheney em vários shoppings e até em faculdades, mas quase ninguém sabe que a primeira loja surgiu na Casa Verde, em 2005, há! Eu tenho o privilegio de comer esse cookie maravilhoso desde seu começo (chupa Bauducco com aquele cookie medonho).

A Mr. Cheney surgiu quando o casal brasileiro Lindolfo e Elida Paiva, amigos do cookieman Jay Cheney, da Califórnia, decidiram aprender os segredos do verdadeiro cookie americano para trazê-lo ao Brasil. Além dos cookies, você pode provar panquecas, brownies, wraps, cheese cake. Adoro tomar café da manhã lá.

Rua Padre Antonio D’Angelo, 142, Casa Verde – (11) 3596-3293 http://www.mrcheney.com.br/

Mister Cheney - Divulgação

Mister Cheney – Divulgação

– Arte em Pastel

Lugar tradicionalíssimo da Casa Verde! Quantas vezes saímos do colégio direto para o “Pastel do Tolosa” para almoçarmos. Chamávamos por esse nome porque ficava em frente ao colégio Benedito Tolosa. Hoje mudou para uma casa maior em frente à Praça Centenário para acomodar melhor os clientes que aumentaram bastante devido à fama do pastel, que é verdadeira. Eles já faziam pastéis com sabores variados antes de virar moda, o meu preferido é o de peito de peru com provolone.

Rua Baroré, 83 – Casa Verde – (11) 3857-3156 – http://arteempastel.com.br/

Arte em Pastel - Divulgação

Arte em Pastel – Divulgação

– Vila do Samba

Uma casa antiga, muito charmosa, que foi uma vila operária é um dos redutos do samba na Casa Verde. Ao entrar você vê um corredor ao ar livre com bancos, vasos de plantas e um churrasquinho para matar a fome. No final do corredor encontra um galpão grande com bar e o samba rolando em um palco que fica no meio das mesas, remete aos sambas de roda. Vem gente de todo canto da cidade para curtir o lugar.

Rua João Rudge, 340 – Casa Verde – (11) 3858-6641 – http://www.viladosamba.com.br/

Falando nisso, o bairro da Casa Verde é um importante reduto do samba, sabia? Se você pensa que só o Bixiga tem samba no pé, está redondamente enganado. Sem querer me gabar, mas já me gabando, o grande Adoniran Barbosa fez um samba chamado Morro da Casa Verde… hehehe… (beijinho no ombro).

As quadras de grandes escolas de samba então no bairro e nas proximidades: Mocidade Alegre, Império de Casa Verde, Camisa Verde e Branco, Rosas de Ouro e Unidos do Peruche. Claro que um dos fatores para as escolas de samba estarem nesta região é a localização do Sambódromo Anhembi, que fica na Olavo Fontoura, assim fica mais fácil transportar os grandiosos carros alegóricos.

– Sabino´s Calçados

Essa loja um dia será tombada como patrimônio da Casa Verde. Desde que eu me mudei para cá ela existe e o seu diferencial é o dono, o seu Sabino de Souza Felippe, uma figura super simpática que nasceu e foi criado no bairro da Casa Verde e você pode facilmente vê-lo andando pela loja. Não conheço quem more na Casa Verde e nunca tenha feito uma compra na Sabino´s.

Sabino´s Calçados - Divulgação

Sabino´s Calçados – Divulgação

O que eu mais gosto é a simplicidade do bairro. Temos praças, padarias, mercados, ruas calmas para passear com os filhos, cachorros…  A Avenida Braz Leme tem uma pista de corrida e ciclovia que vai até Santana – é onde faço minhas corridas dominicais.

Praça do Centenário

Praça do Centenário

E para quem gosta de ser natureba, não precisa ir até o Parque da Água Branca para comprar produtos orgânicos. Recentemente descobri uma horta urbana orgânica na Casa Verde! Transformaram um terreno abandonado da Eletropaulo em um espaço para cultivo de legumes, é ótimo poder comprar produtos frescos colhidos na hora. A horta fica na Rua Frederico Penteado Jr.- 308, próximo à Avenida Casa Verde.

Horta Orgânica - Divulgação

Horta Orgânica – Divulgação

Nos últimos anos as construtoras descobriram o bairro e estão surgindo muitos prédios… Uma pena, pois as casas antigas e charmosas estão sumindo… Contudo, esse é o curso natural das cidades, né? Só espero que não mude essa essência tranquila e amigável do bairro.

Neste mês de aniversário da Casa Verde estão rolando alguns eventos para comemorar. No site da Prefeitura tem a programação completa.

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/casa_verde/noticias/?p=57123

bjussss

Fabi.

Inspire-se: Adotar é tudo de bom!

Eu sempre fui doida para ter um cachorrinho, mas os lugares em que eu morei quando era pequena não me permitiam ter um.

Quando eu tinha oito anos nos mudamos para uma casa grande na Parada Inglesa, na Zona Norte, e a cachorrinha do dono da casa que alugamos tinha acabado de ter filhotinhos. Enchi tanto o saco da minha mãe que ela aceitou pegarmos uma, foi aí que surgiu a Bolita na minha vida. Ela era uma vira-lata brava, mas muito carinhosa, adorava de paixão minha mãe. Onde minha mãe ia, a Bolita ia atrás.

Desde então eu sempre tive bichinhos em casa; teve uma época que tínhamos quatro cachorros de porte médio e grande. Era um trabalhão, mas eu sempre amei. Sou daquelas que choram vendo filmes de cachorros, sabe? Para ter noção, um dos meus filmes preferidos é “Bingo, esperto para cachorro” – sempre choro naquela cena em que ele está no caminho para encontrar o dono, para em frente àqueles fornos de frango de padaria e fica olhando a carne, com fome (caiu um cisco no meu olho agora… rs…). Minha amiga Naty sempre fala que se passar um cara lindo com um cachorro, eu vou olhar primeiro para o cachorro… rsrsrs

Da esquerda para a direita: Bolita, Hannah (mãe do Tobby) e Marcelinho.

Da esquerda para a direita: Bolita, Hannah (mãe do Tobby) e Marcelinho.

Quase todos os meus bichinhos foram adotados, seja de uma ONG, seja de alguém que estava dando; exceto o Tobby, um husky que era filhote da cachorra que meu irmão deu para a namorada dele, e o Joshua, um poodle toy que era da minha sobrinha e ela não pôde ficar mais com ele por falta de espaço. Eu nunca comprei nenhum animal de estimação e não recrimino quem compra, mas existem tantos animais lindos que necessitam de uma família, que vale a pena pensar em adoção.

Eu já adotei um cachorro do Centro de Zoonoses de SP e em uma ONG que fazia feiras de adoção no mercado que fica em frente à minha casa, e foi de lá que veio a minha gatinha, a Minnie. A Carol também adotou a Meg. Uma casa com um gato ou um cachorro tem mais vida, é completa.

Minie!

Minnie

Joshua

Joshua

Tobby

Tobby – virou anjinho em 2013, com 15 anos.

Meg

Meg

Existem centenas de ONGs que fazem um trabalho que eu considero divino, pois essas pessoas abdicam do seu tempo para cuidar desses anjinhos e ajudar a encontrar uma família para cada um, isso para mim é incrível.

As ONGS que eu acompanho mais de perto são a UIPA – União Internacional Protetora dos Animais e a Adote um Gatinho.

A UIPA criada em 1985, é a ONG mais antiga do Brasil. Cuida de mais de 900 bichinhos entre cães e gatos e luta contra os maus-tratos a qualquer animal.

A Adote um Gatinho eu conheci por uma amiga gateira, a Andreia, e me apaixonei. Em 2003 as duas fundadoras. Susan Yamamoto e Juliana Bussab. se voluntariaram para ajudar alguns gatos de um parque, em São Paulo, e se conheceram. Em 2006 surgiu a ONG com a ajuda de mais alguns voluntários.

Para todas as ONGs conseguirem recursos para cuidar de tantos animais não é fácil, eles têm que se virar para fechar as contas no final do mês e muitas vezes elas não fecham. A Adote faz uma feira anual no Clube Homs na Paulista para vender produtos e divulgar a causa.

Você pode ajudar as ONGs e os anjinhos de várias formas, claro que adotar é a mais linda de todas, mas se não puder, é possível fazer doações de ração, medicamentos, dinheiro, pode apadrinhar um bichinho ou ser um voluntário. Qualquer ajuda é válida e faz toda a diferença.

Outro grande problema é o abandono de animais. Quando fomos fazer a trilha no Parque do Jaraguá, passamos pelas aldeias indígenas Tekoá Pyaú (sim, tem índios lá) e vimos de perto o tanto de animais abandonados na região. O SPTV já fez uma matéria falando sobre as ninhadas de cachorros que as pessoas jogam lá, o que se tornou um enorme problema social e de saúde para os moradores. Para ter uma noção, segundo estimativas dos indígenas no local, as duas aldeias têm cerca de oitocentas pessoas. Os cachorros são quase quatrocentos.

Muitos dizem não ter condições de cuidar, principalmente quando eles ficam doentes, e concordo que realmente os tratamentos veterinários são caros, mas não se deve abandonar quando eles mais precisam.

Para ajudar os donos e reduzir o abandono, surgiu em Sampa o primeiro Hospital Veterinário Público do Brasil para pessoas de baixa renda e que participam de programas sociais tais como: Bolsa Família, Renda Mínima, Renda Cidadã ou outro programa equivalente. São duas unidades, uma no Tatuapé, Zona Leste, e uma em Santana, Zona Norte.

Os hospitais realizam consultas, exames e cirurgias, mas possuem um número limitado de procedimentos por dia. Como todo serviço público no Brasil, não é fácil conseguir, mas vale a pena para ver nossos amiguinhos bem. Várias faculdades também prestam atendimento veterinário com valores mais acessíveis como a Unip, a Uniban, a USP… é só procurar.

Como eu disse, não sou contra quem prefere comprar um bichinho, apesar de achar que uma vida não deve ser mercadoria, mas acredito que adotar é um ato de amor e solidariedade.

:*

Fabi.

Hospital Veterinário Público de São Paulo

Unidade Zona Norte
Avenida General Ataliba Leonel, 3194 – Parada Inglesa – São Paulo/SP
Telefone 11 2924-9815

Unidades Zona Leste
Rua Serra de Japi, 168 – Tatuapé – São Paulo/SP
Telefone 11 29364745

UIPA
Av. Presidente Castelo Branco (Marginal Tietê), 3200 Canindé – (11) 3228-1462
Email: uipasp@uol.com.br / www.uipa.org.br

Adote um Gatinho – www.adoteumgatinho.org.br

Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ)
Rua Santa Eulália, 86 – Santana – (11) 3397-8900
www.prefeitura.sp.gov.br/zoonoses

Vira Lata é 10! – viralataedez.com.br

Bairros de Sampa | Minha Lapa

Se tem um bairro de que eu gosto muito, aqui em Sampa, é a Lapa. Localizado na Zona Oeste da cidade, o bairro reúne um grande centro comercial (em torno do Mercado Municipal e da Rua 12 de Outubro) e pontos de prestação de serviços (como o Poupatempo e a Polícia Federal), além de ter ótimas opções culturais (bares, restaurantes, biblioteca e teatro, por exemplo).

Mas falar da “minha Lapa” significa falar da Lapa da Baixo, Lapa de Cima, Alto da Lapa, Vila Ipojuca, Vila Romana… É, aqui em São Paulo é tudo junto e misturado.

Localização bairro Lapa São Paulo

O primeiro registro sobre a Lapa data de 1581, quando os jesuítas receberam uma sesmaria na região (lote de terra cedido pelo Rei de Portugal para povoar uma área); mas somente em torno de 1880, o bairro começou a tomar forma de centro urbano. As propriedades rurais começaram a ser loteadas, o que atraiu a chegada de muitos estrangeiros, principalmente italianos (ma cheee!). Por isso, inclusive, você encontra ruas como Roma, Coriolano e Cipião na chamada Vila Romana. Capisce?

Você chega à Lapa de várias maneiras e é bem fácil. Suas principais vias são a Rua Clélia (que segue sentido Centro) e a Rua Guaicurus (que segue no sentido Bairro). Nas paralelas e transversais a essas avenidas está o charme do bairro, que ainda conta com um terminal de ônibus bem organizado e duas linhas de trem CPTM: Linha 7 Rubi (parte da São Paulo Railway, de 1899) e a Linha 8 Diamante (parte da Estrada de Ferro Sorocabana, de 1958).

Mercado da Lapa

Fonte: site Mercado Municipal da Lapa

 

Como eu disse antes, o centro comercial do bairro está em torno do Mercado Municipal e é por ele que vamos começar esse passeio.

 

Mais conhecido como Mercadão da Lapa, tem dezenas de lojinhas de frutas, legumes e verduras, carnes e peixes, ervas e até embalagens, enfeites de festa e panelas de alumínio. Esta semana mesmo estive lá comprando manteiga a granel, entregue enrolada em papel de pão! Adoro!

Ali mesmo no Mercadão, começa a principal rua de comércio popular: a Rua 12 de Outubro. É uma ladeira com lojas de ambos os lados. Roupas, calçados, bijouterias e utensílios domésticos. E em uma das travessas começa a Rua Monteiro de Melo, com inúmeras lojas de móveis de madeira maciça e planejados. Se sentir falta de shopping, o bairro também oferece. Com lojas mais populares e uma pequena praça de alimentação, ainda assim é um shopping! Rsrs

Se você seguir pela Rua Guaicurus, próximo ao Terminal de Ônibus, você vai encontrar lugares interessantes e bem ecléticos para uma mesma rua:

Mapa bairro Lapa São Paulo

1. Estação Ciência; 2. Casa Cultural Tendal da Lapa; 3. Poupatempo; 4. Serralheria Espaço Cultural; 5. The Week; 6. União Fraterna (Fonte: Google Maps)

  • Estação Ciências (#1 Rua Guaicurus, 1274): Um centro de difusão científica, tecnológica e cultural, instalado em uma antiga fábrica com fachada de tijolinhos vermelhos. Ela é mantida pela USP e tem muitas experiências divertidas; programa para crianças de todas as idades! Mas por ora, o espaço está em reforma e o atendimento suspenso. No site não há indicação de data de retorno.
  • Casa Cultural Tendal da Lapa (#2 Rua Constança, 72 – altura do nº 1.100 da Guaicurus): Iniciou suas atividades quando o Grupo Teatro Pequeno promoveu uma “invasão cultural” no antigo prédio de um entreposto de carnes da região, o Tendal da Lapa, em 1989 – hoje, Patrimônio Histórico Municipal. E ali está até hoje, mesmo depois de quase ser expulso para a instalação de um Poupatempo. O centro cultural oferece inúmeras atividades artísticas e até atividades de inclusão social para pessoas com deficiência física ou mental.
  • Poupatempo (#3 Rua Guaicurus, 896): Após brigas e acordos, o Poupatempo Lapa foi construído em parte do Tendal da Lapa. A fachada do prédio é muito bonita, com tijolos aparentes, mantendo as características do antigo prédio.
  • Serralheria Espaço Cultural (#4 Rua Guaicurus, 857): É um desses espaços que surpreendem em São Paulo. Em uma antiga serralheria, quatro amigos se uniram em torno da arte. Ali eles trabalham suas expressões artísticas, principalmente com música. O espaço conta com um bar e um estúdio onde rola a programação semanal.
  • The Week (#5 Rua Guaicurus, 324): Uma das maiores casas de shows e festas de São Paulo, com eventos voltados para o público GLS. Tem 6 mil m², ambientes distintos, incluindo um deck com piscina!
  • União Fraterna (#6 Rua Guaicurus, 33): Um prédio de 1934, tombado pelo Patrimônio Histórico e que ainda abriga a União Fraterna com atividades voltadas para a terceira idade, incluindo o seu tradicional Baile da Saudade.

Agora, subindo sentido Alto da Lapa, você pode desfrutar de outras atrações, como:

Mapa bairro Lapa São Paulo pontos turísticos

7. Biblioteca Municipal; 8. Teatro Cacilda Becker; 9. Praça Cornélia; 10. Grupo Pia Fraus; 11. Sesc Pompéia (Fonte: Google Maps)

  • Biblioteca Municipal Mário Schenberg (#7 Rua Catão, 611): Conta com um acervo de 60 mil exemplares e 700 livros em braile, além de uma programação recheada de atividades educativas, como teatros, oficinas, shows e contação de histórias (aliás, programação que é desenvolvida por nossa amiga Melina Campanini – um salve à Meê!!).
Biblioteca Municipal Mario Schenberg

Biblioteca Municipal Mario Schenberg

  • Teatro Cacilda Becker (#8 Rua Tito, 295): O teatro municipal foi construído, em 1988, para atender uma carência da região. Em 2009 foi reinaugurado reformado. O espaço tem uma programação mensal que você pode consultar no site, e inclui peças teatrais e shows a preços amigos ou até mesmo gratuitos.
  • Grupo Pia Fraus (#9 Rua Coriolano, 624): O grupo, que há mais de 30 anos, realiza espetáculos com máscaras, bonecos, danças e técnicas circenses tem seu QG na Lapa. Passar em frente dele pode ser assustador, principalmente à noite… Se você tem medo de bonecos, atravesse a rua!
Vitrine Grupo Pia Fraus

Vitrine do Grupo Pia Fraus à noite, com seus bonecos assustadores

  • Praça Cornélia (#10 Rua Clélia, altura no número 800 – entre as ruas Cláudio e Crasso): A praça fica localizada em frente à Paróquia São João Maria Vianney, de 1932, e abriga a Feira de Artesanato, Antiguidade e Comida Típica, que acontece todo sábado, com barraquinhas, atividades para as crianças e apresentações musicais.
  • SESC Pompéia (#11 Rua Clélia, 33): Ficamos em dúvida se o SESC Pompéia ainda seria Lapa ou Pompéia (como o próprio nome diz!), mas como está na Rua Clélia, que citamos como importante logradouro do Bairro da Lapa, cá está. O SESC foi construído nas antigas instalações de uma fábrica, em 1986, com projeto da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi (a mesma que projetou o MASP). As instalações foram tombadas, em 2009, pelo Conpresp (órgão municipal de proteção ao patrimônio) e este ano, foi consagrado patrimônio cultural do Brasil. Se você não conhece ainda, vá. O lugar é lindo, tem uma super programação e as delícias da cafeteria do SESC…

Falando em delícias, ainda mais depois desse passeio, fique sabendo que a Lapa tem várias opções interessantes para comer e beber. Listamos nossas preferidas aqui:

Mapa bairro Lapa São Paulo onde comer e beber

12. São Paulo Dog & Burger; 13. Honey Café; 14. Armazém Cerveja Gourmet; 15. Bar Bezerra; 16. Pain à Table (Fonte: Google Maps)

  • São Paulo Dog & Burger (#12 Rua Catão, 763): Decorada ao estilo vintage, serve o melhor milk-shake de Chicabon ever! Super cremoso e sem miséria (o copo é grande).
São Paulo Dog & Burger

São Paulo Dog & Burger

  • Honey Café (#13 Rua Coriolano, 1436): Para os íntimos, Café do Panda! Uma casinha fofa dentre outras casinhas da Vila Romana. Passaria despercebido se não fosse o banco de madeira na porta. Entre e prove os biscoitinhos em formato de urso, os doces (uma delícia a éclair de pistache!) as bebidas à base de café ou os salgados, feitos também para os veganos. Ah, tem almoço, inclusive, aos sábados.
Honey Café

Honey Café ou Café do Panda 😉

  • Armazém Cerveja Gourmet (#14 Rua Tito, 400): Barzinho de esquina onde o legal é sentar nos balcões – no bar central ou nas janelas, seja de fora pra dentro ou de dentro pra fora! A especialidade da casa é cerveja. E para quem adora garrafas e rótulos, como eu, a exposição delas é de encher os olhos, porque ficam em uma estante, do chão ao teto.
  • Bar Bezerra (#15 Rua Coriolano, 800): Outro bar de esquina (parece que na Lapa, os bares estão todos estrategicamente posicionados) que também tem cerveja como especialidade. São dois andares com decoração bem interessante, utilizando muita madeira de demolição e objetos antigos (desde cadeira de barbear até um fogão que virou pia), além de cédulas de diversos países sob a escada e capas de disco no teto. O bar tem uma boa carta de cervejas de todo o mundo e sempre tem as promoções do dia. E se você gosta de futebol, os jogos são projetados em uma telona do outro lado da rua.
Bar Bezerra

Bar Bezerra – cervejas especiais

  • Pain à Table (#16 Rua Coriolano, 301): Uma pequena e charmosa padaria artesanal que tem pães com grãos, nozes, queijos, ótimos croissants e um delicioso pão de queijo (importante: foi muito bem avaliado pela nossa amiga Fabi, degustadora oficial de pão de queijo aqui do EXPLORAsp). Nos foi dito lá, que o local tem movimento fraco durante a semana, mas bomba aos findis. Por isso, #ficaadica: se quiser provar o pão de queijo, conte com a sorte, porque eles assam poucas unidades por dia e é difícil encontrar.
Pain à Table

Pain à Table – pães artesanais

E assim é a Lapa. Pelo menos parte dela. Pelo menos por enquanto, pois as construtoras redescobriram a região e a cara do bairro está mundando.

Quer fazer um passeio diferente? Vá até a Lapa bater canela, como diria minha mãe!

Bjs Carol

É possível ser feliz sozinho | Ponto de vista

Explorasp_É possível ser feliz sozinho (as vezes)

Um dos maiores medos das pessoas é a solidão. Sempre queremos estar perto de outras pessoas, estar acompanhado nos eventos. Porém, às vezes, estar sozinho é muito bom.

Conheço várias pessoas que não fazem nada se não tiverem companhia. Eu não tenho problemas em fazer alguns passeios sozinha como ir ao cinema, teatro, exposição e até uma viagem. Se não encontro um amigo disponível para me acompanhar eu não deixo de fazer o que quero, vou assim mesmo.

Em 2013 teve um show do Aerosmith (que eu amo!) e queria muito ir de pista Premium, mas não consegui alguém que topasse pagar o preço alto. Três amigos estavam na pista normal, porém eu não queria perder a oportunidade de ver o Steven Tyler e o Joe Perry de pertinho de novo, como no show de 2011. Fui sozinha, fiz amigos na fila e foi ótimo.

Com cinema acontece frequentemente, principalmente porque decido muitas vezes de última hora. Saio do trabalho, passo em algum cinema perto, escolho um filme que está para começar, pego uma pipoca e me divirto.

Aí você pensa: “São Paulo é uma cidade solitária mesmo” e isso até pode ser verdade, mas tudo tem um lado bom. Você pode ser a sua melhor companhia a maioria das vezes. E não tem a ver com cidade grande ou pequena. Fui ao cinema várias vezes sozinha quando morava em Londrina e não era por falta de companhia. No post sobre a Paulista falei sobre o Cine Com-Tour que era perto do meu trabalho e fazia a mesma coisa: saía e pegava um filminho all by myself.

Particularmente eu gosto de sair do cinema e ficar pensando na história, calada, observando ao redor a reação das pessoas. Aconteceu recentemente ao assistir “Ela”, no Cine SESC. É um filme que conta a história curiosa de um homem que se apaixona pelo sistema operacional do seu computador. Parece absurdo, mas o romance entre o homem e a máquina tem muito a ver com a vida contemporânea; o filme fala sobre amores idealizados, solidão, arrependimentos, corações partidos… No final do filme tinha tanta gente chorando que eu fiquei surpresa.

Saí de lá tarde, e olhando a Paulista vazia, somente os carros e as luzes, me fez refletir sobre muitas coisas, sobre o filme, a vida. Foi um momento só meu, sozinha observando as coisas. Era nesse ponto que eu queria chegar: estar sozinho não é assustador, pode ser um momento muito bom de reflexão, aprendizado, crescimento.

Vejo muitas pessoas procurando alguém para fazê-las felizes, mas não é função de outra pessoa te fazer feliz, é você que tem que encontrar a felicidade. Claro que ir para uma balada sozinho não é legal, tem momentos e momentos para ficar só. Talvez não seja tão divertido assistir “50 Tons de Cinza” sozinha, o legal é sair comentando “cazamigas” e tal, mas talvez seja bom ir sozinho para alguém, vai saber.

Puxando a sardinha para a minha cidade, o que gosto em São Paulo é poder ir sozinha ao cinema e tudo bem, as pessoas não vão julgar se você é solitário, não tem amigos ou se é apenas um cinéfilo, pelo menos EU nunca senti esse julgamento. Por isso me sinto tão bem nesta cidade, ela é dura, mas acolhe. E o meu objetivo com este texto é mostrar que somos os únicos responsáveis por nossa felicidade, desde sair pelo mundo “mochilando” a ir assistir aquele filme ucraniano em preto e branco de 2h30 que você quer muito ir.

A vida é muito curta para ficar pensando na crítica dos outros, se joga!

Fabi.

Solar da Marquesa de Santos | Desbravando o Centro de Sampa

O centro de São Paulo revela muitas surpresas para quem gosta de explorar os pontos turísticos, que vão muito além do Theatro Municipal e do Mercadão.

A região do Pátio do Colégio tem muitos passeios legais, entre eles uma casa rosa muito linda que hoje é a sede do Museu da Cidade de São Paulo, mas no século XVIII foi o Solar da Marquesa de Santos.

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Fachada do Solar da Marquesa de Santos. Fonte: http://www.museudacidade.sp.gov.br/

O solar foi moradia de Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, uma mulher à frente do seu tempo e vou contar porquê: ela nasceu em São Paulo no dia 27 de dezembro de 1797 e aos 16 anos casou-se com o alferes mineiro Felício Pinto Coelho de Mendonça; em 1819, após ser agredida pelo marido, voltou, grávida, para a casa dos pais.

Em 1822 conheceu D. Pedro, com quem viveu um romance de sete anos. Em 1829, com o fim do romance, voltou para São Paulo, onde se casou com o Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar e instalou-se no palacete da Rua do Carmo, hoje Rua Roberto Simonsen. No Solar da Marquesa aconteceram grandes eventos culturais como saraus literários, encontros de personalidades como Castro Alves e reuniões beneficentes para ajudar pobres, doentes, estudantes e mulheres em situação de risco.

A casa original perdeu-se no tempo e depois de muitas promessas de restauração, em 2011 a casa reabriu para visitação com a exposição “A Marquesa de Santos: uma mulher, um tempo, um lugar”. São treze cômodos que apresentam a vida na Rua do Carmo e o entorno, a história da marquesa com relíquias originais, fotos da família e amigos e sobre o romance com D. Pedro, com destaque para as cartas de amor que “Titília” e Demonão” trocavam (a parte de que mais gostei!).

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Carta de amor de Demonão para Titília.

Cama da marquesa que pertenceu à realeza da França.

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Coche que transportava a Marquesa de Santos

Confesso que não lembrava muito da história da marquesa e me surpreendeu conhecer seus feitos. Domitila viveu em uma época em que as mulheres nasciam apenas para servirem aos homens mas ela não foi uma mulher submissa às regras moralistas da época. Foi vítima de violência doméstica e não aceitando a situação, divorciou-se do marido. Viveu um tórrido romance com D. Pedro, teve filhos, foi militante política e figura importante da sociedade paulista.

Girl power!!! rsrsrs…

É um ótimo passeio para quem gosta de história. Enjoy!

Fabi.

 

Solar da Marquesa de Santos – Sede do Museu da Cidade de São Paulo
Rua Roberto Simonsen, 136 – Sé – São Paulo SP
Telefone 11 3241 1081
Visitação de Terça a domingo, das 9h às 17h
http://www.museudacidade.sp.gov.br/solardamarquesadesantos.php 

É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira-a!

Ano passado, quando eu decidi emagrecer, uma das coisas que eu aprendi foi a comer comida de verdade, mas “whatahell” é comida de verdade? São frutas, legumes, arroz, feijão, temperos naturais, etc… O alimento na sua forma mais natural.

Quando eu pego a embalagens dos alimentos industrializados e começo a ler a composição, não entendo metade do que está descrito. São tantos elementos químicos adicionados que, no final, você nem sabe mais o que está comendo ou bebendo. Um suco de morango desses de caixinha deve ter menos de 50% da fruta (não sei, não sou nutricionista, mas nem precisa ser para saber que não é natural).

Aí você pensa “O suco dura mais tempo e acaba saindo mais barato”, mas será que para a saúde vale à pena? Para mim não, então a alternativa que eu encontrei para conseguir bons alimentos a preços acessíveis foi ir às feiras livres.

Eu amo ir à feira no sábado ou domingo de manhã e isso vem desde sempre. Meu almoço era um pastel e um milho cozido. Quando estava na faculdade saíamos da balada para “tomar café na feira”: um pastel e um caldo de cana (bela época em que meu fígado era saudável e meu metabolismo não era uma tartaruga).

Adoro aquela agitação da feira, sentir o cheiro de tantos alimentos juntos, os feirantes fazendo uma batalha de “quem-chama-mais-a-atenção-dos-clientes” com músicas, piadas e tudo ao ar livre, sem ar-condicionado. Eu raramente compro frutas em mercados, não acho a qualidade boa, são mais caros e não tem a diversão da feira.

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Em São Paulo as feiras livres são muito tradicionais. De acordo com informações do site da Prefeitura de SP, elas funcionam no Município desde meados do século XVII, com a comercialização de hortaliças, peixes e frutos da terra, no antigo Terreiro da Misericórdia, na região central.

Hoje, todos os bairros têm a sua feira, em qualquer dia da semana. No meu – Casa Verde – eu frequento duas: da Rua Santa Prisca e da Rua Baruel, de sábado e domingo respectivamente.  Virou um hábito para mim, que gosto de comprar frutas, temperos naturais (não gosto de temperos prontos), frutas, legumes, etc. Às vezes encontro um amigo, me rendo ao pastel da feira (um clássico paulistano que tem até um concurso anual para eleger o melhor pastel de feira).

É uma coisa tão simples, mas que me faz tão bem! A gente já vive fechado dentro de shoppings, supermercados, no trabalho que quando eu tenho a oportunidade de fazer algo ao ar livre e ainda economizar e ter produtos melhores, eu aproveito.

Para quem pode e quer ter uma alimentação mais saudável ainda, SP oferece várias feiras de produtos orgânicos. Tem nos parques do Ibirapuera, do Carmo, Villa Lobos, Burle Marx, Cantareira, na Praça Charles Miller, e vários outros. Só dar uma busca no Google que você encontra. Eu já fui na feira do Parque da Água Branca e, claro, quase surtei, porque queria comprar tudo..rs… Lá você vê a diferença entre os alimentos orgânicos e os “bombados” com aditivos e agrotóxicos. O ambiente é super gostoso, no meio das árvores e tem até uma lanchonete para tomar um café da manhã saudável.

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O preço destes alimentos ainda é muito alto para a maioria da população; seria muito bom se todos pudessem ter acesso, mas acho que se as pessoas começassem a se alimentar mais com comida de verdade, mesmo não sendo orgânico, e não tantos industrializados, já evitariam muitas doenças.

No site da Prefeitura de SP você encontra o endereço das feiras livres nos bairros e das feiras de produtos orgânicos.

Procura lá e se joga nas feiras, meu!!

Fabi.

Beco do Batman | Andar a pé eu vou

São Paulo reserva inúmeras surpresas. Se você estiver com a cabeça aberta e os olhos atentos, vai perceber isso. É um desenho no meio da calçada, um prédio de arquitetura curiosa, grafites em locais inesperados, intervenções urbanas que tomam conta do espaço público.

É preciso caminhar livremente por aí para perceber a riqueza da nossa cidade. Mudar o caminho de todo dia, mudar a perspectiva.

Eu tenho mania de fotografar lambe-lambes, adaptações em placas de trânsito, grafites, cartazes… E num dia desses, batendo perna pela Vila Madalena, aproveitei para ir ao Beco do Batman.

Para quem não conhece, é como ficou conhecida a Rua Gonçalo Afonso, travessa da Rua Harmonia. Uma viela estreita que tem todas as suas paredes preenchidas por grafites coloridos. Uma galeria a céu aberto que faz parte do Roteiro Arte Urbana que a cidade promove.

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Explora lá!

Trabalhar na Paulista

Desde quando comecei minha vida profissional, sempre tive vontade de trabalhar na região da Avenida Paulista, bairro Cerqueira César. Não sei explicar exatamente porque, mas acho que é pelo glamour que a região possui, as pessoas bem vestidas, a correria, as grandes empresas, tudo de importante acontece na Paulista.

Eu sempre tive sorte de trabalhar próximo de casa, eu moro na Zona Norte quase Centro, então a Zona Oeste e Central são ótimas para mim e foi onde sempre trabalhei, nunca passei por aquelas situações de ficar duas horas no transporte público, amarrotada no metrô…

Voltando à Paulista, trabalhar lá tem coisas boas e ruins, como tudo na vida, mas me fez ficar um tanto decepcionada. Você só vive aquele glamour quando vê de longe, no dia a dia o buraco é mais embaixo. Começando com as coisas boas:

– Praticidade: você resolve sua vida na Paulista, mesmo com apenas 1h de almoço. Todos os bancos estão lá; inúmeras lojas; galerias com bugigangas chinesas, perfumes importados, cosméticos, pau de selfie, fantasia de carnaval, casas de câmbio, costureira, sapataria, tudo!

– Variedade gastronômica: tem restaurante para todos os gostos e bolsos. Se quiser comer comida indiana, marroquina, mexicana, vegetariana, vegana, hambúrguer, pizza, fast food, cachorro quente, ufa… Entre ruas Haddock Lobo, Augusta e Bela Cintra achei todos esses, ninguém sofre de tédio para comer naquela região. Talvez o preço seja um fator limitador das opções, mas o fato é que existe.

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– Presenciar momentos históricos: Praticamente todas as manifestações começam ou terminam ali. Para quem está saindo do trabalho talvez não veja isso como uma coisa boa, mas acho incrível saber que a Paulista é um espaço no qual os movimentos sociais podem se manifestar, um espaço coletivo que não pertence a ninguém específico, mas ao povo (quem mora lá acho que não vai concordar…).

– Arte na rua: Uma das coisas que mais gosto de fazer quando não tenho compromisso depois do trabalho é parar e ouvir os inúmeros artistas de rua que se apresentam na Paulista. De repente você pode ouvir um saxofone, uma bateria, uma flauta, o Michael Jackson, comprar quadros, bijuterias, roupas, lenços… Mais uma vez o povo assume a coletividade da rua e faz sua arte.

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– Cinemas alternativos: eu sempre gostei muito de filmes alternativos, quando morei em Londrina sofria bastante porque lá só tinha um (Cine Com-Tour), que pertencia à Universidade, e os filmes chegavam beeemmm depois (ainda não contei que fiz faculdade fora de SP, um dia faço um post falando sobre isso). Na paulista tem três cinemas que eu sempre frequento: Caixa Belas Artes, Reserva Cultural e Cine Livraria Cultura. Ainda tem o Itaú Cinemas que não é somente alternativo e como lá é mais caro e não sou correntista, raramente vou (pobre!)

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– Fácil acesso: ônibus, metrô e, futuramente, ciclovia.

Vamos às coisas não tão boas:

– Comida muito cara: sei que o momento de seca que SP vive fez o preço dos alimentos subirem, o aluguel de um estabelecimento lá é alto, entre outros fatores, mas desde sempre o preço da comida é muito mais alto nessa região. Já comi em restaurantes que cobram 58,00 o kg! Eu como pouco, meus pratos não passam de 300g, mas e quem come mais?? Fica bem salgada a refeição.

– Pessoas não tão amigáveis: paulistano vive correndo, é estressado e tudo isso vira ao quadrado no horário de almoço na Paulista. As pessoas passam umas pelas outras e muitas vezes empurram e não se desculpam… No metrô também é assim todos os dias, uns empurram os outros para entrar, não respeitam idosos, crianças… Claro que não é apenas na Paulista que acontece isso, mas lá eu consegui ver aquela falta de amor do paulistano.

– Transito, muito transito: Quem vai para a Paulista pela Avenida Dr. Arnaldo sabe que vai perder ali pelo uns 10 a 15 minutos só para entrar na Paulista (meu caso). Na própria  Paulista tem dias que nada anda… Mais uma vez, não é um problema exclusivo da Paulista, mas irrita.

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No final das contas, acho que tem mais coisas boas que ruins. Eu adoro SP, adoro a Paulista, ela é a nossa cereja do bolo, um espaço vivo, latente, cheio de arte, música, culinária, gente rica, pobre, lojas incríveis, tem tudo para todos os gostos.

Você sempre vê sessões de fotos acontecendo: noivas, amantes de fotografia, editoriais de revistas, etc. A luz no final do dia, ali Praça do Ciclista,na entrada do túnel que dá acesso à Av. Paulista, é linda, por isso muita gente vai tirar fotos nesse horário, mas à noite é quando a Paulista fica mais encantadora. A iluminação da rua com os faróis dos carros fazem a Avenida ficar deslumbrante. Durante o final de semana é uma delicia passear por lá. São tantas atrações, comidas, calçadas largas para andar devagar e aproveitar a paisagem, as pessoas…

Para mim, a Paulista reflete em menor escala o meu sentimento pela cidade de SP, uma relação de amor e ódio. A possibilidade de ver algo inesperado, incrível, em um lugar com tantas coisas acontecendo, para mim é a melhor parte.

Bjs

Fabi

Serviço:

Caixa Belas Artes – Rua da Consolação, 2423

Reserva Cultural –  Avenida Paulista, 900

Cine Livraria Cultura – Rua Padre João Manuel, 100

Itaú Cinemas – Rua Augusta, 1660

Quiosque Nutella – Top Center Shopping – Av. Paulista, 854

Heineken Up On The Roof | Evento no Edifício Martinelli

heinekenuotrEm meados de janeiro, a Heineken retomou seu projeto Up On The Roof, com festas em locais emblemáticos da cidade. Ano passado a festa aconteceu no Edifício Planalto e o palco da vez é o Edifício Martinelli, também na região central da cidade.

As festas acontecem às sextas, sábados e domingos, das 16h00 às 00h00. Até 01/março. Rola muita música boa – com DJs e até bandas – muita gente bonita e descolada, sem falar da sensacional vista do alto de 28 andares.

Para conseguir entrar, você tem que acessar a fanpage da marca e clicar no app de listas (lado esquerdo da página). Você pode levar um acompanhante – para isso, tenha em mãos, nome completo e CPF dele.

Simples, né? Nem tanto… Como as festas são “di grátis”, são super disputadas. Apenas 126 pessoas (mais seus acompanhantes) conseguem incluir o nome na lista, que abre em dia e horário pré-definidos. E em menos de 2 minutos, os convites se esgotam. Sim, menos de dois minutos. Pior que Castelo Rá-Tim-Bum!

Entrando na fanpage você vai ver muita reclamação por parte de quem não conseguiu, dizendo que a lista é fake, papagaiada, marmelada… pois eu consegui!

Fomos eu e a Fabiii amiiiga na sexta 30/01. Música boa, comida gostosa do Barê e claro, Heins! O prédio é lindo e é legal a sensação de estar em um local que normalmente não abriga eventos assim. Adoro o inusitado!

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A vista é um suspiro à parte. Apesar de ter chovido aquela noite, o céu estava claro e lá do alto localizamos o Sambódromo, o Pico do Jaraguá, a Paulista e tantos outros pontos da cidade.

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Vale a pena tentar colocar seu nome na lista. A última lista abre nesta segunda (23/02) para festas nos dias 27 e 28/fevereiro e 01/março.

Acesse o link https://www.facebook.com/HeinekenUpOnTheRoof e tenta lá. Um não você já tem!

:: Que tal um pouquinho de história?!

O Edifício Martinelli data de 1929 e está entre as ruas São Bento, Líbero Badaró e a Avenida São João. São 30 andares ao total, contando com a Casa do Comendador Martinelli no alto. Esse foi o primeiro arranha-céu de São Paulo, por desejo do imigrante italiano Giuseppe Martinelli que queria deixar essa obra inédita como parte de seu legado. Curioso saber que o projeto polemizou na época, quando a cidade tinha prédios de no máximo 5 andares. Sua obra foi criticada, embargada, deu prejuízo mas enfim, foi entregue, cinco anos depois de seu início.

Se você quiser conhecer o espaço – porque não quer festa ou porque não conseguiu ir! – pode agendar uma visita monitorada. Só agendar através do site http://www.prediomartinelli.com.br/

Bjs Carol