Bairros de Sampa | Minha Casa Verde

Casa Verde? Hã? Mas é perto de onde? De Santana?  Ah, tá…

É mais ou menos assim que começa uma conversa quando eu falo onde moro. Na verdade, hoje em dia a Casa Verde tornou-se mais conhecida por conta da Arena Anhembi (não me acostumei ainda com esse nome, mas é o Sambódromo), a Vila do Samba, as escolas de Samba, etc.

Eu me mudei para cá quando tinha onze anos e não fiquei muito feliz. Eu morava no Bom Retiro e adorava lá, era perto de tudo, tinha os meus amigos da rua e aqui não tinha nada disso. Mas com o tempo fui fazendo amigos na nova escola e a minha visão foi mudando.

Mas por que o bairro chama Casa Verde? De acordo com o site da Prefeitura de SP, a região era um grande sítio que pertenceu ao “rei” Amador Bueno, em 1641. Depois passou a ser propriedade do militar José Arouche de Toledo Rendon, descendente de Amador Bueno. Foi nessa época que a região ficou conhecida popularmente como “sítio das moças da casa verde” e sítio da casa verde. As moças eram as filhas de Rendon e a casa onde viviam era pintada da cor verde.

Em 1842 João Maxweel Rudge tornou-se proprietário da área da margem direita do Tietê; seus herdeiros em 1913 lotearam a região onde pretendiam criar o bairro como “Vila Tietê”, mas o nome não resiste à força popular das histórias do sítio das moças da Casa Verde e em 21 de maio de 1913 surge o bairro da Casa Verde. Sim, neste mês o meu querido bairro esta fazendo 102 anos!

A Casa Verde fica na Zona Norte e é dividida em três áreas: Casa Verde Alta, Média e Baixa, eu moro na Baixa, perto da Avenida Braz Leme. É um bairro pacato, sem muitas badalações, bem residencial. As pessoas que vivem aqui estão há muito tempo e não pensam em mudar (pelo menos os meus visinhos). Ultimamente está ficando mais agitado por conta de alguns novos empreendimentos, baladas, shows no Anhembi, mas ainda mantém aquele clima residencial.

E o que tem de bom nessa Casa Verde? Um monte de coisas, meeeuuu!

– Bar do Plínio:

Para quem gosta de peixe esse é o lugar. A especialidade do bar são as porções de pescados do pantanal e frutos do mar, além de sempre ter cerveja bem gelada e um bom atendimento. O ambiente é super gostoso, com cadeiras na rua e um grande aquário na parte interna do bar. Quem abastece a casa com os peixes trazidos diretamente do Pantanal é o próprio Plínio.

Rua Bernardino Fanganiello, 458 – (11) 3857-0999 – http://bardoplinio.com.br/

Bar do Plínio - Divulgação

Bar do Plínio – Divulgação

– Mr. Cheney

Melhor cookie ever! Hoje em dia você encontra um quiosque ou lojinha Mr. Cheney em vários shoppings e até em faculdades, mas quase ninguém sabe que a primeira loja surgiu na Casa Verde, em 2005, há! Eu tenho o privilegio de comer esse cookie maravilhoso desde seu começo (chupa Bauducco com aquele cookie medonho).

A Mr. Cheney surgiu quando o casal brasileiro Lindolfo e Elida Paiva, amigos do cookieman Jay Cheney, da Califórnia, decidiram aprender os segredos do verdadeiro cookie americano para trazê-lo ao Brasil. Além dos cookies, você pode provar panquecas, brownies, wraps, cheese cake. Adoro tomar café da manhã lá.

Rua Padre Antonio D’Angelo, 142, Casa Verde – (11) 3596-3293 http://www.mrcheney.com.br/

Mister Cheney - Divulgação

Mister Cheney – Divulgação

– Arte em Pastel

Lugar tradicionalíssimo da Casa Verde! Quantas vezes saímos do colégio direto para o “Pastel do Tolosa” para almoçarmos. Chamávamos por esse nome porque ficava em frente ao colégio Benedito Tolosa. Hoje mudou para uma casa maior em frente à Praça Centenário para acomodar melhor os clientes que aumentaram bastante devido à fama do pastel, que é verdadeira. Eles já faziam pastéis com sabores variados antes de virar moda, o meu preferido é o de peito de peru com provolone.

Rua Baroré, 83 – Casa Verde – (11) 3857-3156 – http://arteempastel.com.br/

Arte em Pastel - Divulgação

Arte em Pastel – Divulgação

– Vila do Samba

Uma casa antiga, muito charmosa, que foi uma vila operária é um dos redutos do samba na Casa Verde. Ao entrar você vê um corredor ao ar livre com bancos, vasos de plantas e um churrasquinho para matar a fome. No final do corredor encontra um galpão grande com bar e o samba rolando em um palco que fica no meio das mesas, remete aos sambas de roda. Vem gente de todo canto da cidade para curtir o lugar.

Rua João Rudge, 340 – Casa Verde – (11) 3858-6641 – http://www.viladosamba.com.br/

Falando nisso, o bairro da Casa Verde é um importante reduto do samba, sabia? Se você pensa que só o Bixiga tem samba no pé, está redondamente enganado. Sem querer me gabar, mas já me gabando, o grande Adoniran Barbosa fez um samba chamado Morro da Casa Verde… hehehe… (beijinho no ombro).

As quadras de grandes escolas de samba então no bairro e nas proximidades: Mocidade Alegre, Império de Casa Verde, Camisa Verde e Branco, Rosas de Ouro e Unidos do Peruche. Claro que um dos fatores para as escolas de samba estarem nesta região é a localização do Sambódromo Anhembi, que fica na Olavo Fontoura, assim fica mais fácil transportar os grandiosos carros alegóricos.

– Sabino´s Calçados

Essa loja um dia será tombada como patrimônio da Casa Verde. Desde que eu me mudei para cá ela existe e o seu diferencial é o dono, o seu Sabino de Souza Felippe, uma figura super simpática que nasceu e foi criado no bairro da Casa Verde e você pode facilmente vê-lo andando pela loja. Não conheço quem more na Casa Verde e nunca tenha feito uma compra na Sabino´s.

Sabino´s Calçados - Divulgação

Sabino´s Calçados – Divulgação

O que eu mais gosto é a simplicidade do bairro. Temos praças, padarias, mercados, ruas calmas para passear com os filhos, cachorros…  A Avenida Braz Leme tem uma pista de corrida e ciclovia que vai até Santana – é onde faço minhas corridas dominicais.

Praça do Centenário

Praça do Centenário

E para quem gosta de ser natureba, não precisa ir até o Parque da Água Branca para comprar produtos orgânicos. Recentemente descobri uma horta urbana orgânica na Casa Verde! Transformaram um terreno abandonado da Eletropaulo em um espaço para cultivo de legumes, é ótimo poder comprar produtos frescos colhidos na hora. A horta fica na Rua Frederico Penteado Jr.- 308, próximo à Avenida Casa Verde.

Horta Orgânica - Divulgação

Horta Orgânica – Divulgação

Nos últimos anos as construtoras descobriram o bairro e estão surgindo muitos prédios… Uma pena, pois as casas antigas e charmosas estão sumindo… Contudo, esse é o curso natural das cidades, né? Só espero que não mude essa essência tranquila e amigável do bairro.

Neste mês de aniversário da Casa Verde estão rolando alguns eventos para comemorar. No site da Prefeitura tem a programação completa.

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/subprefeituras/casa_verde/noticias/?p=57123

bjussss

Fabi.

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É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira-a!

Ano passado, quando eu decidi emagrecer, uma das coisas que eu aprendi foi a comer comida de verdade, mas “whatahell” é comida de verdade? São frutas, legumes, arroz, feijão, temperos naturais, etc… O alimento na sua forma mais natural.

Quando eu pego a embalagens dos alimentos industrializados e começo a ler a composição, não entendo metade do que está descrito. São tantos elementos químicos adicionados que, no final, você nem sabe mais o que está comendo ou bebendo. Um suco de morango desses de caixinha deve ter menos de 50% da fruta (não sei, não sou nutricionista, mas nem precisa ser para saber que não é natural).

Aí você pensa “O suco dura mais tempo e acaba saindo mais barato”, mas será que para a saúde vale à pena? Para mim não, então a alternativa que eu encontrei para conseguir bons alimentos a preços acessíveis foi ir às feiras livres.

Eu amo ir à feira no sábado ou domingo de manhã e isso vem desde sempre. Meu almoço era um pastel e um milho cozido. Quando estava na faculdade saíamos da balada para “tomar café na feira”: um pastel e um caldo de cana (bela época em que meu fígado era saudável e meu metabolismo não era uma tartaruga).

Adoro aquela agitação da feira, sentir o cheiro de tantos alimentos juntos, os feirantes fazendo uma batalha de “quem-chama-mais-a-atenção-dos-clientes” com músicas, piadas e tudo ao ar livre, sem ar-condicionado. Eu raramente compro frutas em mercados, não acho a qualidade boa, são mais caros e não tem a diversão da feira.

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Em São Paulo as feiras livres são muito tradicionais. De acordo com informações do site da Prefeitura de SP, elas funcionam no Município desde meados do século XVII, com a comercialização de hortaliças, peixes e frutos da terra, no antigo Terreiro da Misericórdia, na região central.

Hoje, todos os bairros têm a sua feira, em qualquer dia da semana. No meu – Casa Verde – eu frequento duas: da Rua Santa Prisca e da Rua Baruel, de sábado e domingo respectivamente.  Virou um hábito para mim, que gosto de comprar frutas, temperos naturais (não gosto de temperos prontos), frutas, legumes, etc. Às vezes encontro um amigo, me rendo ao pastel da feira (um clássico paulistano que tem até um concurso anual para eleger o melhor pastel de feira).

É uma coisa tão simples, mas que me faz tão bem! A gente já vive fechado dentro de shoppings, supermercados, no trabalho que quando eu tenho a oportunidade de fazer algo ao ar livre e ainda economizar e ter produtos melhores, eu aproveito.

Para quem pode e quer ter uma alimentação mais saudável ainda, SP oferece várias feiras de produtos orgânicos. Tem nos parques do Ibirapuera, do Carmo, Villa Lobos, Burle Marx, Cantareira, na Praça Charles Miller, e vários outros. Só dar uma busca no Google que você encontra. Eu já fui na feira do Parque da Água Branca e, claro, quase surtei, porque queria comprar tudo..rs… Lá você vê a diferença entre os alimentos orgânicos e os “bombados” com aditivos e agrotóxicos. O ambiente é super gostoso, no meio das árvores e tem até uma lanchonete para tomar um café da manhã saudável.

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O preço destes alimentos ainda é muito alto para a maioria da população; seria muito bom se todos pudessem ter acesso, mas acho que se as pessoas começassem a se alimentar mais com comida de verdade, mesmo não sendo orgânico, e não tantos industrializados, já evitariam muitas doenças.

No site da Prefeitura de SP você encontra o endereço das feiras livres nos bairros e das feiras de produtos orgânicos.

Procura lá e se joga nas feiras, meu!!

Fabi.

Parque da Água Branca | Passeio de final de semana

Tá aí um lugar para ser melhor explorado pelos moradores e visitantes de São Paulo: o Parque Doutor Fernando Costa, mais conhecido como Parque da Água Branca. Tenho vívidas lembranças da minha infância nesse parque, correndo atrás dos pombos e correndo fugida dos insetos!

O parque fica localizado na Avenida Matarazzo, sentido Centro, próximo ao Terminal Barra Funda. Fácil de chegar de carro, ônibus, trem ou metrô.

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Passamos pelo parque numa dessas manhãs de sábado. Pena termos outro compromisso que não nos permitiu ficar mais. Mas deu para matar a saudade e atiçar a vontade de voltar lá mais vezes.

O parque tem enormes árvores e diversos animais, o que é muito divertido para as crianças. Peixes, tartarugas, gatos, galinhas, galos, cavalos e dizem que até pavões e saguis (nunca os vi!). Antigamente havia um espaço com carneiros e vaquinhas, mas ele estava tomado por galinhas e galos, que parecem ter dominado o parque! Por onde você anda, lá estão eles!

Passando pela cocheira, acompanhamos o cuidador alimentando os garanhões. Até pouco tempo você poderia ver os animais mais de perto, através de um gradil da parte interna da cocheira. O cuidador contou que algum ser deu de comer um cachorro-quente a um dos cavalos, e este morreu de cólicas porque seu organismo não está preparado para esse tipo de alimento. Esses cavalos são particulares; pertencem ao Projeto de Equitação Adaptada, uma parceria entre a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, a Secretaria Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência e o Instituto Anjos de Deus, para oferecer equoterapia a pessoas com deficiência.

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Cavalinho curioso, esse aí!

Visitamos a feira de produtos orgânicos, promovida pela Associação de Agricultura Orgânica. Fabi fez a festa, ou melhor, fez a feira! É bem interessante visitar o galpão, mesmo se você não tiver a intenção de comprar alguma coisa, porque você explora os sentidos: os cheiros diversos, as cores e os formatos dos legumes e frutas que são realmente diferentes do que normalmente encontramos na feira comum ou no mercado. A cenoura vem com sua rama verdinha, a beterraba é pequenina, a batata vem cor de terra. E nas barracas você ainda encontra geléias, sucos, patês, bolos, ovos – tudo orgânico, claro. Pequenos agricultores que acreditam no que fazem, todos exibindo o certificado de agricultura orgânica. Na saída, você ainda pode tomar café da manhã, também orgânico. Havia muitas famílias desfrutando desse momento com a criançada.

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O Parque da Água Branca é muito convidativo. Árvores fazem sombra para caminhadas. Há áreas para piquenique e, não podia deixar de falar, muitas gulodices para comer: pipoca, churro, cachorro-quente (só para humanos, por favor), sorvete – até daquele deliciosamentes simples, que chamam de americano. O parque tem, também, atividades para crianças – como parquinhos, aquário, canto de leitura e até um museu de geologia – e espaços para os idosos fazerem exercícios físicos e se encontrarem para atividades sociais – toda semana eles se reúnem nos bailes, uma graça!

Um passeio que super vale à pena!

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Informações

Parque da Água Branca