10 maneiras de curtir o friozinho de São Paulo

Você percebe que o frio chegou a São Paulo quando:

  • Você vê a campanha de vacinação contra a gripe na tv
  • A polêmica nas redes sociais é sobre quem gosta de inverno e quem odeia
  • O assunto na roda de mães é sobre quantas horas passaram na emergência do hospital
  • As discussões no ônibus são para abrir ou fechar as janelas (se abrir é frio; se fechar é gripe em massa)
  • Seu vizinho entra no elevador profetizando “o inverno vai ser tão intenso como foi o verão esse ano…”
  • Os apresentadores de telejornal fazem piadinhas sobre a expressão cobertor de orelha

E agora, que o frio chegou, o que se faz? Bebe-se mais, come-se muuuito mais, frequenta-se lugares fechados e aproveita-se o aconchego do lar. Pensando nisso, listamos 10 maneiras de aproveitar melhor a temporada fria na cidade, por nossas preferências.

[Vamos tentar não falar só de comida, ok?]

Comer e beber

  1. São Paulo é conhecida pelas suas padarias, que vendem do tradicional pãozinho francês a vinhos e produtos de limpeza. Nessa época, é comum oferecerem um buffet de sopas, com variedades de caldos e toda uma sorte de pães para acompanhar, além de outros pratos e sobremesas. Outra pedida para quem gosta de sopa é o tradicional Festival de Sopas CEAGESP, que vai até final de agosto. O festival acontece de quarta a domingo e oferece seis opções de sabor, que mudam a cada semana, pra você voltar lá nos próximos três meses!
Festival de Sopas do CEAGESP

Festival de Sopas do CEAGESP – tradicional sopa de cebola gratinada e creme de pinhão com cream cheese (fotos de divulgação – Eduardo Bacani)

  1. Acabe-se no fondue, aquela panelinha com queijo ou chocolate derretidos, onde você mergulha pão, carne ou frutas e se lambuza. Há diversos restaurantes e bares que incluem essa delícia no cardápio, mas você também pode fazer em casa com a família e amigos.
  2. Dizem que a bebida do inverno é vinho, mas gosto de uma cervejinha mesmo assim, até porque há boas opções que combinam com essa temporada: as mais encorpadas, de cor mais escura e sabores caramelizados ou tostados.

 

Pra ficar em casa

  1. Tenha um kit inverno para vestir em casa: pijama quentinho, roupão e meias fofas (podendo variar para pantufas divertidas); todos com muita cor, para contrastar com o clima cinzento da estação. Use-o para aquela sessão de cinema com pipoca no sofá da sala.
  • Trilogia O Poderoso Chefão: sim, você não leu errado, são os três mesmo. Esse é para aquele dia que você não quer sair debaixo das cobertas nem para ir ao banheiro (é meio improvável porque são mais de 10 horas de filme; se conseguir volte e nos conte!). Confesso que já fiz isso, vi os três no mesmo dia e fiquei sem costas e bunda de ficar tanto tempo deitada – mas fui ao banheiro.
  • O Lado Bom da Vida: esse é lindo e para ver com o namorado. Aí você pensa “nossa, mas não tinha um mais romântico?”. Sim, tem um zilhão de filmes românticos, mas todos os que eu gosto e indicaria aqui, fariam com que o “mor” se jogasse do alto do Copan: Uma Linda Mulher, P.S. Eu te Amo, Doce Novembro, O Diário de Bridget Jones… Além de ter o gato do Bradley Cooper (hehehe)…
  •  Jamaica Abaixo de Zero: esse filme é um clássico e eu adoro, me acabo de rir com ele. Conta a história da primeira equipe de trenó da Jamaica.
meias fofas

Meias quentinhas

Lugares para ir

  1. O Velhão

É um desses lugares inusitados e mal aproveitados por nós. Pelo menos por mim, que só vou quando é inverno porque gosto de passar frio! Trata-se de um complexo na Estrada de Santa Inês, em plena Serra da Cantareira, zona norte de São Paulo, e tem uma linda história (acesse o site para conhecer o Senhor Moacyr e a Dona Iracema). O Velhão é um grande terreno que reúne o Restaurante As Véia Cozinha, o Café do Véio, um antiquário, um sebo, outras lojinhas e diversos bares – como o Conspiração do Jogo, onde você encontra jogos de tabuleiro, fliperama e sinuca. É um super programa gostoso pra fazer com a família ou com os amigos. Ah, o frio de que eu falei é da porta pra fora!

O Velhão

O Velhão – (fotos do site)

  1. Bistrô Ó-Chá

Um lugar para chamar de fofo. Uma casa na Vila Madalena, com móveis de diferentes estilos misturados, compondo um espaço que mistura fru-fru-fru com moderninho. Tem uma linda carta de chás, com muitas opções para vocês se perder. Provei um chá de limão com especiarias. Super cheiroso e ao inspirar o vaporzinho, senti os pulmões abrirem como se tivesse usado Vick Vaporub. Mas o cheirinho não é de Vick, não, só a sensação boa! rs A casa ainda oferece cesta de pães, doces de babar, sanduíches e saladinhas. Ah, e ainda tem uma lojinha onde você pode comprar seus chás e fazer em casa, vestindo suas medias fofas!

Bistrô Ó-Chá

Bistrô Ó-Chá

E por que não escapar para as montanhas?

  1. Campos do Jordão (90 km de São Paulo)

É o destino preferido dos paulistas no friozinho, quando acontece o Festival de Inverno de Campos do Jordão, o maior evento de música erudita da América Latina (entre julho e agosto). Nessa época, o valor da hospedagem é bem salgado, mas se você procura luxo e sofisticação, lá você vai encontrar; para os mais modestos, faça um bate-e-volta para conhecer a cidade nessa época, porque vale a pena – mas vá com paciência porque a cidade ferve! Ande de bondinho, faça uma visita guiada à cervejaria Baden Baden (para conhecer o processo de fabricação das cervejas artesanais), com as queijadinhas de Campos e, se possível, assista a pelo um concerto do Festival.

  1. Monte Verde, MG (166 km de São Paulo)

É conhecida como a Suíça Brasileira. Uma cidade muito bonita e charmosa, pequenina (praticamente tudo acontece em uma avenida) e com lindas paisagens naturais. Em julho também acontece o Festival de Inverno, com música, dança e teatro na avenida principal. Que mais? Muitos restaurantes de comida mineira, bares, lojas de doces e alambiques. Você se farta só de comer o que te oferecem na porta das lojas – queijos e deliciosas compotas! Mas nem só de comida se vive em Monte Verde: você pode andar de quadriciclo, montar a cavalo, caminhar entre árvores e fazer trilhas e escaladas para perder todas essas calorias. Também vale um bate-e-volta!

Monte Verde MG

Monte Verde, MG

Falamos de apenas duas cidades aqui, mas há muitas outras. Só para citar algumas: São Bento do Sapucaí, São Luiz do Paraitinga, Socorro, Águas de Lindóia, Serra Negra, Santo Antonio do Pinhal (todas em São Paulo).

Aquecer a alma

  1. Fique junto de quem você ama. Calor humano é o melhor que você pode ter. Abrace muito! Peça abraços e ofereça free hugs também!

 

  1. E pense em quem não tem condições de se aquecer sozinho. Há muitas pessoas nas ruas, em tristes condições, que são agravadas nessa época de frio intenso. Cada um pode fazer um pouquinho e ajudar muito!
  • Dê uma olhada no seu armário e separe roupas de frio e cobertores (em bom estado) para serem doados – leve em alguma entidade social, deposite nos postos de coleta como da Campanha do Agasalho ou, até mesmo, saia às ruas e entregue para quem precise.
  • Distribua sopa ou outros alimentos a quem mora na rua ou contribua com grupos que já prestam esse tipo de serviço, seja com dinheiro ou sua presença. Um dos grupos mais conhecidos, em São Paulo, são os Anjos da Noite. Aos sábados você pode ajudar no preparo das sopas ou na distribuição, na Praça da Sé.
  • Olhe para o lado. Se importe. Alguém ao seu lado pode estar precisando de ajuda. Você pode ligar no 156 para a Central de Atendimento Permanente e Emergência (CAPE) que funciona 24h por dia e presta auxílio às pessoas que vivem nas ruas. Quando a temperatura chega a 13° a “Operação Baixas Temperaturas” encaminha, quem aceitar, a albergues.
  • Incentive seus amigos e familiares a fazerem o mesmo.

[Ops! Quase tudo teve comida, né?! Pois é, comer faz parte da temporada de inverno!]

Acessem para mais informações:

Poços de Caldas, uai!

Tenho sangue mineiro, mais precisamente de Poços de Caldas, no sul do estado. Meus pais passaram a Lua de Mel nessa cidade, tradicional destino romântico. Minha mãe tem grande afeto pela cidade e há tempos dizia que queria voltar lá. Enfim, ela foi. Fui junto!

A cidade de Poços de Caldas fica localizada a 260 km de distância de São Paulo. Fomos de ônibus rodoviário, numa viagem que levou 4h30 – pingando em todas as cidades do caminho. Viagem longa mas com uma paisagem gostosa de se apreciar. E muito céu pra ficar olhando. Bom para desacelerar depois de uma semana corrida de trabalho.

Poços de Caldas é conhecida por suas águas com poder de cura. Essa água provém de fontes sulforosas (com enxofre) já que a cidade está no interior de uma cratera vulcânica com mais de 85 milhões de anos. Era propriedade particular, pertencente à Família Junqueira, e pelas características únicas da região, foi desapropriada e declarada utilidade pública, tornando-se cidade. Isso em 1872.

Ainda no século XIX, as águas eram usadas para tratamentos de doenças cutâneas em casas de banho. A cidade era destino importante e muito bem frequentada. O Palace Hotel, o mais emblemático de Poços de Caldas, até hoje, tinha um casino e já recebeu até o Presidente Getúlio Vargas. No entanto, em 1946, o jogo foi proibido e em torno dessa época foi inventado o antibiótico, que passou a curar as doenças tratadas nas termas. A cidade teve de se reinventar e o turimos passou a ser sua principal atividade econômica.

Portal da cidade, interior da rodoviária, Igreja Nossa Senhora da Saúde, lojinha típica e pipoca da praça

Portal da cidade, interior da rodoviária, Igreja Nossa Senhora da Saúde, lojinha típica e pipoca da praça

Chegamos numa sexta-feira, para uma estadia de três dias. Ficamos hospedadas no Hotel Plaza, no Centro da cidade, próximo de tudo. Hotel antigo, simples, sem elevador mas nos atendeu bem na viagem.

E o que fizemos quando chegamos à cidade? Fomos comer!

Não deixe de ir no café Doce da Roça: é pequenino, bem decorado ao estilo caipira de ser, charmoso até e tem só delícia. A especialidade da casa são as compotas e doces em pedaços, cortados de peças gigantes que chegam a 200 quilos! Em 2010 ganharam o título de Melhor doce do Brasil. Lá, peça café, que é feito na sua mesa em pequenos coadores de tecido. Ah, e prove o bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Água na boca…

Doce da Roça

Doce da Roça e seu típico café coado na mesa com bolo huuumm de cenoura

E depois de comer, o que fizemos? Fomos procurar mais guloseimas no Mercado Municipal. Cuidado para não se descontrolar e querer levar tudo para casa. Cada lojinha te faz provar divinos queijos e doces diversos. Saímos de lá com quatro peças de queijo: queijo fresco, queijo muzzarela recheado com requeijão, queijo padrão e queijo padrão curado no vinho tinto. Babe!

No próprio hotel, fechamos um passeio de meio dia, a fim de visitar os pontos turísticos mais distantes do centro. Pagamos R$ 40,00 por pessoa pelo transporte e guia turístico; em nenhum dos passeios se paga ingresso.

O que vimos e que deve ser visto por todo turista:

  • Fonte dos Amores

Uma área fechada onde você percorre uma pequena trilha de pedras, morro acima, para chegar à Fonte dos Amores. Esse fontanário foi criado em 1929, aproveitando os recursos naturais da região. Diz a lenda que um jovem casal se encontrava escondido nesse bosque para namorar, por isso, a crença de que quem bebe da água da fonte, viverá um grande amor.

As pessoas da cidade vão até a fonte para captar água e levar para casa. E os turistas se divertem com os macacos-pregos que vivem ali. Adoram uma bagunça e uma comilança. Pulam nos turistas que vacilam com qualquer coisa de comer nas mãos. Nós presenciamos uma cena muito engraçada: um macaquinho se aproveitando que o pessoal da lanchonete se abastecia de mantimentos para roubar bananas; pegou um cacho, quase maior que ele, e quando percebeu que todos olhavam, parou, pensou e correu com as bananas que conseguia carregar!

Fonte dos Amores

Fonte dos Amores e dois dos bagunceiros macacos-pregos

  •  Pedra Balão

Grandes rochas de origem vulcânica viraram atração turística. Elas estão localizadas dentro de uma propriedade particular mas o proprietário abre sua porteira para o turismo.

A área fica a 1.470 metros de altitude, em relação ao nível do mar, e a vista do alto das pedras é liiiinda!

Pedra Balão

Pedra Balão

  •  Cristo Redentor

A estátua do Cristo está no ponto mais alto da cidade, a 1.686 metros de altitude. Esse Cristo é o segundo maior do país, com 16 metros de altura e data de 1958. Lá de cima, tudo o que você avistar, ao longe, em qualquer direção, é Poços de Caldas.

Ao Cristo você chega de carro (como fizemos), por teleférico (R$ 20,00 com duração de 8 minutos cada trecho) ou por uma trilha morro acima. De lá você ainda pode saltar de paraglider quando o vento estiver favorável. Essa eu passo!

Cristo Redentor

Cristo Redentor

  •  Recanto Japonês

Réplica de um jardim japonês, foi construído e doado à Prefeitura por um empresário nipônico da região. Super bem cuidado, lindo e cheio de simbolismos japoneses. Passe pelos arcos da Fonte dos Três Desejos e beba de sua água (que é potável) para ter amor, saúde e inteligência. Passe pelo Azumaya Manj-Tei, um caramanchão de madeira e palha, que inspirou os turistas que estavam conosco no passeio, a pararem um minuto para meditarem. O recanto ainda tem lindas árvores ornamentais, quedas d’água, tanque com carpas, uma linda Casa de Chá (que infelizmente você observa só por fora) e muitos macaquinhos! Ah, se você gosta da cultura japonesa ou de fotos, vista um traje tradicional e faça cara de gueixa!

Recanto Japonês

Recanto Japonês – Fonte dos Três Desejos, Azumaya Manj-Tei, Casa de Chá e lago de carpas

  •  Véu das Noivas

A mais famosa queda d’água da cidade. É bonita, mas você apenas tira fotos pois não pode se banhar nas águas. No mesmo espaço você ainda encontra uma feirinha de artesanato, guloseimas de milho e um trenzinho que te leva para um passeio no parque.

Véu das Noivas

Véu das Noivas

  •  Cristais Cá d’Oro

Parada obrigatória na cidade, a Cá d’Oro é uma fábrica artesanal de peças em vidro artístico, que segue as mesmas técnicas usadas na ilha de Murano em Veneza, na Itália. O fundador é Mario Seguso, nascido na ilha de Murano, em 1929, descendente de mestres vidreiros. Atualmente, a Cristais Cá d’Oro está na terceira geração da família Seguso em terras brasileiras.

A loja é linda e apresenta centenas de peças, cheias de formas e cores. E você ainda pode ver, através de uma vitrine, um artesão moldando cavalinhos.

As peças de murano são bem caras mas há várias opções com pequenos defeitos a preços amigos.

Cristais Cá d'Oro

Cristais Cá d’Oro

Entre um passeio e outro, o tour passa por uma loja de doces e queijos mineiros, e pela loja de uma fábrica de sabonetes artesanais, feitos com a água da região, que contém propriedades que fazem bem à saúde e proporcionam bem estar.

Isso tudo fizemos das 9h30 às 13h00, de acordo com nosso plano de encontrar com minha “amígdala” Tati e seu namorado Fabio, que moram em Vargem Grande do Sul, a cerca de 50 km de distância de Poços.

Fomos almoçar no restaurante preferido deles e queridinho da cidade: a Cantina do Araújo. Já na entrada, você se surpreende com a quantidade de retratos de famosos que passaram por ali – os mais recentes, atores globais da novela Alto Astral, que foi gravada na cidade. E quem estava sentadinho, dando as boas-vindas aos famintos visitantes? O próprio Sr Araújo!

A comida de lá é deliciosa e farta. Um prato, que dizem ser feito para uma pessoa, alimenta muito bem a duas pessoas. Tati e Fabio foram de porpettone com tallarine. Mamis e eu fomos de frango desossado e purê de batatas. Mas antes, peça a entradinha. O melhor pão de queijo ever! A Fabi, nossa provadora oficial de pão de queijo, provou e aprovou!

Cantina do Araújo

Cantina do Araújo, o delioooooso pão de queijo e o Fabio tietando o Sr Araújo

Depois do almoço, andamos. A cidade tem um impressionante centro comercial. Muitas lojas. Populares e de grandes marcas que temos em Sampa também. A mais fofa é uma chamada Madame Surtô, com roupas criativas e exclusivas, e eobjetos decorativos e de uso pessoal muito fofos.

Madame Surtô

Madame Surtô, loja fofa

À tarde, visitamos as Thermas Antônio Carlos, o primeiro estabelecimento termal do Brasil. É um prédio lindo, recém reformado e reaberto ao público. Além dos banhos de imersão que oferecem até hoje, atendem pacientes do SUS em uma clínica de mecanoterapia, com diversos aparelhos fisioterápicos, que datam de 1929. À primeira vista, parecem aparelhos de tortura mas quando você olha de perto, percebe que são muito parecidos com os atuais aparelhos de ginástica.

Pra quem acompanha novela, as Thermas serviram de cenário para a novela Alto Astral. A trama girava em torno de um hospital da cidade fictícia e Nova Alvorada. Na verdade, a fachada do hospital pertence ao Palace Hotel; e a parte interna, pertence às Thermas – e seus trocentos corredores.

Thermas Antônio Carlos

Thermas Antônio Carlos

Mas logo, de tanto andar, chegou a hora do jantar! Ouvimos um comentário, na rua, de que um restaurante chamado Pizza Na Roça tem uma maravilhosa pizza. E para lá fomos. O lugar a algumas quadras do centro nervoso mas é perto. Delícia poder fazer tudo a pé!

O restaurante é super fofo e tem mesas na área fechada e num espaço que eles chamam de deck, onde tem grandes janelas de vidro. Eles servem comida mineira, comida japonesa e massas em geral, mas fomos de pizza mesmo.

Pizza na Roça

Pizza na Roça

Tati e Fabio tinham de voltar para casa e como ainda estava cedo, passei com minha mãe no Parque José Affonso Junqueira pois ouvimos falar de um evento que ali aconteceria. Havia um grande palco montado e milhares de cadeiras posicionadas em frente a ele. Aconteceria ali a Sinfonia das Águas, um musical que mescla música clássica (com uma orquestrada formada por mais de 170 músicos), tangos, trilhas de filmes, clássicos folclóricos e MPB, além de atores, dançarinos, show de luzes e fogos e artifício. Muito bem feito e muito bem apresentado pelo Maestro que era um figurão. Fazia um super frio mas foi tão divertido que nem vimos a hora passar. Parece que esse evento acontece quatro vezes ao ano.

Sinfonia das Águas

Sinfonia das Águas (para nós, um evento surpresa!)

A viagem foi curta mas o suficiente para que minha mãe se divertisse e resgatasse um pouco de sua história e revivesse algumas de suas lembranças. É uma cidade que oferece qualidade de vida a seus moradores, grande parte já idosos. Aliás, grande parte dos turistas também é bem idosa. Você encontra diversos grupos da melhor idade passeando por lá. Me senti tão jovem! É o tipo de cidade onde talvez eu queira morar quando estiver na hora de aposentar o mochilão. Bonita, divertida e com muitos lugares para se explorar!

Mamis curtiu. Eu curti. Tati e Fabio curtiram. Passa lá você também!

  • Como chegar de carro:

Partindo de São Paulo: pela rodovia SP-342 (260 km)
Partindo de Belo Horizonte: pela rodovia BR-267 (465 km)

  • Como chegar de ônibus:

Viação Cometa (http://www.viacaocometa.com.br/)
Viação Santa Cruz (http://www.viacaosantacruz.com.br)/

 

 

Castelo Rá-Tim-Bum no MIS | Últimos dias

Uma das exposições de maior sucesso do ano, na cidade, levou de julho a dezembro/2014, mais de 190 mil pessoas ao Museu da Imagem e do Som (MIS) para ver a mostra Castelo Rá-Tim-Bum.

Para os desavisados que gostariam de ir, a exposição vai esticar até 25/janeiro e não está nada fácil comprar os ingressos – na verdade, nunca esteve, de tão disputada!

Houve pré-venda on line essa semana para a maratona (madrugada adentro!) que vai acontecer no próximo findi mas os ingressos esgotaram em horas. Uma nova venda deve acontecer de novo para os dias 24 e 25/01, que são os últimos dias.

Mas para comprar pelo site tem que ficar de olho nos próximos lotes que abrirem (clique aqui). Ou vá até a bilheteria do MIS, somente durante a semana. O atendimento tem começado às 7h00 mas chegue cedo, pois dizem que os ingressos acabam antes mesmo das 10h00.

A exposição agrada às crianças de ontem (nós, agora adultos) e as de hoje. Inclusive, o Guia da Folha publicou a lista dos melhores de 2014, selecionados pelos leitores, e o Rá Tim Bum foi eleito o evento do ano!

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O Castelo Rá-Tim-Bum foi parte importante da minha infância. Tenho até hoje a lembrança de sentar no sofá, depois do jantar, e acompanhar as aventuras de todos aqueles personagens incríveis, divertidos e coloridos. E como a exposição te coloca “dentro” do castelo, é como realizar um sonho de quando criança!

Visitamos a exposição no final do ano passado e digo: tanta dificuldade pode até dar preguiça, mas VALE A PENA!

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Informações:

Bjs Carol